CURITIBA — O Paraná aparece entre os principais polos brasileiros de produção de sorvete, com 546 fábricas ativas. O estado ocupa a terceira posição nacional, atrás de São Paulo e Minas Gerais, conforme dados do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) referentes a julho deste ano.
A marca ganha destaque nesta quarta-feira, 23 de setembro, data do Dia do Sorvete e também do primeiro dia da primavera. Criada há mais de 4 mil anos na China, a sobremesa tem em Curitiba uma de suas principais bases produtivas, apesar de a capital ser conhecida por registrar temperaturas mais baixas.
Curitiba está entre as maiores produtoras do país
A capital paranaense concentra 52 estabelecimentos e aparece em 8º lugar no ranking nacional de cidades com mais fábricas de sorvete. São Paulo lidera a lista, com 157, seguida por Rio de Janeiro, com 95; Fortaleza, com 94; Belo Horizonte, com 81; Brasília, com 72; Salvador, com 59; e Manaus, com 55.
Outras cidades do Paraná também se destacam. Londrina tem 34 estabelecimentos, Maringá reúne 31, Cascavel aparece com 23 e Foz do Iguaçu, com 12. Londrina e Maringá estão entre as 20 cidades brasileiras com mais fábricas do setor.
No país, havia 5.705 empresas ativas cuja atividade econômica era a fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis. São Paulo tinha 1.000 estabelecimentos, enquanto Minas Gerais somava 750. Na sequência do Paraná estavam Rio Grande do Sul, com 366, e Bahia, com 352.
Consumo também pesa no desempenho paranaense
O Paraná tinha 11,95 milhões de habitantes, população quase quatro vezes menor que a de São Paulo, de 46,18 milhões, e próxima à do Rio Grande do Sul, de 11,23 milhões. Minas Gerais tinha 21,46 milhões de habitantes e a Bahia, 14,89 milhões.
A relação entre população e número de fábricas coloca o Paraná à frente dos demais estados nesse indicador. Para Luiz Carlos Varela, fundador da Bapka Sorvetes, o estado também se diferencia pelo consumo. Ele afirma que, em Curitiba, o consumo anual chega a 4 a 5 quilos por pessoa, enquanto no Nordeste a média citada é de 1,3 quilos.
“É uma questão mais cultural”, disse Varela, ao explicar por que o consumo da sobremesa também se mantém em uma cidade de clima mais frio. As vendas, segundo ele, diminuem no inverno, mas isso ocorre em todas as regiões.
Bapka completa 35 anos
A Bapka nasceu em 1991, quando Varela comprou uma máquina de sorvete e começou a produzir com a esposa. A empresa, que começou de forma artesanal, fabrica cerca de 40 toneladas por dia na temporada. A marca tem cerca de 115 lojas exclusivas e mais de 3 mil pontos de venda em Curitiba e no Litoral do Paraná. A produção emprega mais de 250 pessoas.
O nome da empresa é uma homenagem à avó de Varela. Como já havia marcas com o nome Vitória, ele escolheu “bapka”, palavra usada por sua família de origem polonesa para dizer vovó.
Para marcar os 35 anos, a Bapka firmou uma parceria com o Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo. O pré-lançamento do picolé Sonho Azul acontece nesta quarta-feira, e a apresentação oficial está prevista para as próximas semanas. Parte da renda das vendas será destinada ao complexo.








