Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Philémon Barbier vence prêmio por fotos da transição na Síria
Brasil

Philémon Barbier vence prêmio por fotos da transição na Síria

Fotógrafo francês de 25 anos foi reconhecido por trabalho realizado durante oito meses no país após a queda de Bashar al-Assad.

O fotógrafo francês Philémon Barbier, de 25 anos, recebeu o Visa de Ouro da Cidade de Perpignan Rémi Ochlik pelo trabalho sobre a transição da Síria após a queda de Bashar al-Assad, no final de 2024. O anúncio foi feito neste domingo (6), no encerramento da semana profissional do Festival Visa pour l'Image.

Barbier passou oito meses na Síria, em viagens realizadas para registrar o legado da ditadura de Bashar al-Assad. Ele começou o projeto como freelancer. Depois que suas imagens foram publicadas, recebeu encomendas de grandes veículos, entre eles o jornal Le Figaro.

“É um país que está renascendo, que quer paz, quer evoluir, ter liberdade”, afirmou Barbier. Segundo o fotógrafo, a população tenta reconstruir e reunificar o país, além de buscar um futuro diferente.

O profissional contou que decidiu seguir no fotojornalismo aos 16 anos, quando participava de manifestações. Aos 19 anos, fez um curso profissionalizante em Paris e passou a atuar na área.

Outros prêmios

O Visa de Ouro de Honra da revista Le Figaro foi entregue a Raymond Depardon, de 84 anos, pelo conjunto de sua carreira como fotógrafo e documentarista. Ao receber a premiação, ele defendeu a continuidade do jornalismo engajado e afirmou que, apesar das dificuldades, continua ligado ao trabalho.

O Visa de Ouro da Informação Digital ficou com uma equipe do The New York Times. O grupo foi premiado pela reportagem “Usurpação de Terras: a Campanha em Escalada de Israel para Controlar a Cisjordânia”, assinada por Daniel Berehulak, Michael D. Shear, Leanne Abraham e Fatima AbdulKarim.

O festival distribuiu cerca de € 150 mil em quase 20 prêmios e bolsas. A programação também incluiu reconhecimentos para mulheres e trabalhos ligados a questões humanitárias, urbanas e ecológicas.

Criado por Jean-François Leroy, o evento apresentou cerca de 30 exposições espalhadas por Perpignan. A edição abordou guerras em Gaza, na Síria, no Líbano, no Sudão e na Ucrânia, além de catástrofes naturais.

Entre os trabalhos exibidos estiveram uma série de Jérôme Gence sobre casamentos no Japão com um dos cônjuges virtual e imagens de Laurent Ballesta sobre o mundo submarino. Paolo Roversi apresentou, no Hôtel Pams, uma série inspirada no livro O Cheiro da Índia, de Pier Paolo Pasolini.

O festival permanece aberto ao público até o dia 13 de setembro, com entrada gratuita.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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