Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Expedições encontram plantas raras em áreas rochosas de Guarapuava
Foto: Divulgação/UFPR
Brasil

Expedições encontram plantas raras em áreas rochosas de Guarapuava

Pesquisa da UFPR e da UEL identificou espécies ameaçadas nos remanescentes de estepe entre Guarapuava e Candói.

Expedições realizadas entre 2025 e 2026 encontraram espécies raras e uma planta criticamente ameaçada de extinção nos remanescentes dos Campos de Guarapuava, no Paraná. Os trabalhos são conduzidos por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Entre os achados estão a Zephyranthes paranaensis (Amaryllidaceae) e a Mimosa hatschbachii (Fabaceae). Também foi identificada a Eryngium corallinum (Apiaceae), uma erva perene que existe apenas nessa região e é classificada como criticamente ameaçada de extinção.

Pesquisa em áreas rochosas

As equipes concentraram as atividades em afloramentos rochosos basálticos localizados entre Guarapuava e Candói. Com apoio dos herbários FUEL (UEL) e Escola de Florestas Curitiba (EFC-UFPR), foram feitas coletas, medições, levantamentos populacionais e monitoramentos fenológicos, que acompanham o ciclo de vida das plantas.

Os pesquisadores também realizaram o quadriculamento de áreas e observaram o desenvolvimento da vegetação nos habitats originais. Alunos participam das visitas de campo e da análise dos dados, com suporte da estrutura do Herbário da Escola de Florestas (EFC-UFPR).

Fragmentos reduzidos

Levantamento do IBGE indica que os Campos de Guarapuava já ocuparam 4.130 km² do município. A expansão da agricultura e das pastagens reduziu essa área a pequenos redutos. A vegetação, conhecida também como Estepe, se desenvolve sobre rochas e zonas úmidas, em condições consideradas extremas.

Os remanescentes de campo nativo permanecem principalmente em locais não agricultáveis, como canais de drenagem e afloramentos rochosos basálticos. A pesquisa começou em 2025 e está ligada ao Departamento de Ciências Agronômicas e Ciências Florestais da UFPR, na área de Ecologia de Agroecossistemas e Florestas.

O projeto é coordenado pelos professores Juliano Cordeiro e Christopher Thomas Blum, da UFPR, e José Eduardo Lahóz da Silva Ribeiro, da UEL. Para Blum, documentar a capacidade de resistência dessas formações é necessário para evitar o desaparecimento completo da biodiversidade local. Ribeiro afirma que as plantas dos afloramentos apresentam adaptações específicas para sobreviver onde há pouco solo.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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