Rio de Janeiro, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Sinais tardios após quedas podem indicar hematoma subdural crônico
Brasil

Sinais tardios após quedas podem indicar hematoma subdural crônico

Neurocirurgião explica por que idosos podem ter sintomas semanas depois de uma pancada e como o diagnóstico é feito.

Uma queda ou pancada na cabeça pode provocar um hematoma subdural crônico, sangramento que se acumula aos poucos e só apresenta sinais semanas ou meses depois. O alerta é do neurocirurgião Marcos Spadoni, que chama atenção para o risco entre pessoas idosas.

Com o envelhecimento, o cérebro perde volume, mas o crânio mantém o mesmo tamanho. A atrofia cerebral aumenta o espaço interno e deixa algumas veias mais esticadas, o que pode facilitar o rompimento depois de um trauma. O sangramento começa pequeno, pode passar despercebido e crescer gradualmente.

Mudanças que merecem atenção

A evolução lenta faz com que familiares nem sempre relacionem os sintomas a uma queda anterior. O quadro pode se parecer com um acidente vascular cerebral, com perda de força em um lado do corpo ou dificuldade para falar.

Também podem surgir dor de cabeça, apatia, lentidão, demora para responder, menor interação, mudanças de comportamento e dificuldade para executar tarefas habituais. Em hematomas maiores, há possibilidade de convulsões. Alterações desse tipo podem ser confundidas com o envelhecimento ou com outras condições neurológicas.

O uso de anticoagulantes é outro ponto de atenção. Esses medicamentos, comuns entre idosos em determinados tratamentos cardiovasculares, interferem na coagulação e podem elevar o risco de sangramento após um trauma.

Exames e acompanhamento

Quando a queda é presenciada ou envolve uma batida forte na cabeça, Spadoni recomenda avaliação médica e, conforme a indicação, uma tomografia computadorizada de crânio. Em seus pacientes, o neurocirurgião também costuma orientar uma nova imagem cerca de 30 dias depois, dependendo do caso.

A tomografia é o principal exame para investigar o hematoma subdural crônico e, na maioria das situações, permite estabelecer o diagnóstico. A ressonância magnética pode ser solicitada em casos específicos.

Nem sempre o trauma é percebido pela família. O idoso pode cair sozinho, inclusive durante o banho, e não contar o que aconteceu. Nesses casos, o sangramento pode ser descoberto apenas quando aparecem alterações neurológicas.

Tratamento varia conforme o quadro

A presença do hematoma não significa que a cirurgia será obrigatória. A decisão leva em conta o tamanho do sangramento, os sintomas e a pressão exercida sobre o cérebro.

Coágulos pequenos podem ser acompanhados clinicamente, com medicamentos e monitoramento. Quando há maior compressão, pode ser necessário drenar o sangue acumulado para aliviar a pressão dentro do crânio.

Outra opção, indicada em casos selecionados, é a embolização da artéria meníngea média. Por meio de um cateter, o procedimento obstrui os vasos que irrigam a membrana associada ao hematoma, sem a necessidade de um corte convencional. Segundo Spadoni, a técnica exige apenas 24 horas de internação e pode tratar muitos coágulos sem abertura do crânio.

A embolização também pode ser combinada à drenagem de urgência em hematomas grandes. Nesse cenário, a cirurgia retira o sangue acumulado, enquanto o procedimento nos vasos busca reduzir a possibilidade de o coágulo voltar.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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