PARANÁ — A descida da Serra do Mar, em Morretes, está entre os trechos escolhidos para o teste de um sistema que calcula a velocidade média dos veículos ao longo da estrada. O segmento fica na BR-277, entre o km 33 e o 41, tem oito quilômetros e usará radares já instalados no local.
O projeto-piloto da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reúne treze trechos de rodovias concedidas à iniciativa privada no Paraná. A experiência terá duração inicial de 180 dias, contados a partir da implantação efetiva do monitoramento. Durante esse período, as medições não vão gerar multas.
A sinalização deverá informar os motoristas sobre o novo parâmetro. A autorização é provisória e experimental, e o projeto também envolve rodovias em oito estados. A ANTT vai analisar a confiabilidade dos dados, o funcionamento dos equipamentos, o comportamento dos usuários e o desempenho da operação em condições reais.
As concessionárias PRVias, EPR Paraná, EPR Iguaçu e EPR Litoral Pioneiro terão de enviar os resultados todos os meses à Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (Surod).
Trechos informados
Além do segmento em Morretes, a relação inclui:
- Guarapuava: do km 350+895 ao km 354+240, no sentido crescente, com 3,34 km.
- Entre Laranjeiras do Sul e Nova Laranjeiras: do km 457+290 ao km 476+895, no sentido crescente, com 19,6 km.
- Entre Cascavel e Santa Tereza do Oeste: do km 609+500 ao km 612+900, no sentido crescente, com 3,4 km.
- São Miguel do Iguaçu: do km 685+435 ao km 689+050, no sentido crescente, com 3,61 km.
- Entre Mauá da Serra e Ortigueira: do km 304+000 ao km 309+000, com 5 km.
- Tibagi: do km 430+000 ao km 435+000, com 5 km.
- Tibagi, próximo ao limite com Ponta Grossa: do km 441+000 ao km 446+000, com 4 km.
- Capitão Leônidas Marques: do km 139+900 ao km 151+460, no sentido decrescente, com 11,56 km.
- Arapongas: do km 17+000 ao km 24+000, com 7 km.
- Ibiporã: do km 2+000 ao km 10+000, com 8 km.
- Carambeí, no trecho de ligação com Ponta Grossa: do km 306 ao km 315, no sentido crescente, com 9 km.
Como funciona
O sistema cruza os registros feitos em dois pontos de monitoramento para calcular o tempo gasto no percurso. Assim, verifica a velocidade média desenvolvida no trecho, em vez de considerar somente o registro diante de um radar.
A ANTT informou que uma eventual adoção do modelo com aplicação de penalidades dependeria de novas avaliações técnicas, regulatórias e jurídicas.








