Rio de Janeiro, Domingo, 27 de setembro de 2026
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31 de agosto concentra 37.501 raios nuvem-solo no Paraná em 2026
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31 de agosto concentra 37.501 raios nuvem-solo no Paraná em 2026

Simepar registrou 596.015 descargas entre janeiro e agosto, com alta de 28% na comparação com o mesmo período de 2025.

O dia 31 de agosto foi um dos períodos de maior atividade elétrica no estado em 2026: os sensores do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) contabilizaram 37.501 raios nuvem-solo em 24 horas.

Em um dia típico de tempestades com raios em todo o Paraná, a quantidade costuma ficar entre 5 e 15 mil descargas. Na média, apenas seis dias por ano ultrapassam 30.000 raios nuvem-solo.

Comparação com 2025

Entre 1 de janeiro e 31 de agosto de 2026, o Paraná acumulou 596.015 raios nuvem-solo. O resultado representa alta de 28% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando foram detectadas 466.631 descargas. A contagem não inclui raios intranuvem.

Os dados são obtidos por sensores instalados em várias regiões do estado. A rede do Simepar tem equipamentos em Paranaguá, Castro, União da Vitória, Andirá, Pato Branco e Paranavaí, conectados a uma central que processa as informações em tempo real.

Municípios e densidade

Na contagem total, Guaraqueçaba liderou entre os municípios, com 14.202 raios. Depois aparecem Guarapuava, com 11.087; Guaratuba, com 10.693; Tibagi, com 8.055; e Cascavel, com 7.664.

Quando o cálculo considera a área de cada cidade, Guaratuba ficou à frente, com 10.693 raios e densidade mensal de 8 por km². Pontal do Paraná teve 1.433 raios e 7,2 por km²; Guaraqueçaba, 14.202 e 7,1 por km²; Matinhos, 731 e 6,2 por km²; e Morretes, 4.125 e 6,1 por km².

Historicamente, o Litoral apresenta mais raios por causa da Serra do Mar e do ambiente úmido e abafado da baixada litorânea, condições que favorecem a formação de nuvens de tempestade.

Série histórica

Entre janeiro de 2000 e agosto de 2026, o maior registro diário ocorreu em 23 de outubro de 2012, com 210.394 raios nuvem-solo. O ano de 2012 teve 2.773.576 descargas e ficou atrás apenas de 2015, que registrou 2.843.872.

No período de 2000 a 2025, os anos com maior incidência ficaram entre 2012 e 2015. O Simepar informa que estudos de longo prazo ainda não mostram aumento mais contundente na frequência ou na intensidade dos raios. A atividade também pode sofrer influência de fatores externos à atmosfera, como os ciclos de atividade solar.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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