Zinedine Zidane começa sua trajetória no comando da França com a missão de abrir uma nova era após 14 anos de Didier Deschamps. O antecessor conquistou a Copa do Mundo de 2018, foi vice-campeão da Eurocopa 2016 e levou os Bleus a três semifinais consecutivas no principal torneio da Fifa.
Ídolo da seleção francesa, Zidane foi protagonista do título mundial de 1998 e da Euro 2000. Como técnico, trabalhou somente no Real Madrid, em duas passagens: 2016-2018 e 2019-21. No clube espanhol, conquistou três Champions League, dois Mundiais de Clubes, duas LaLiga, duas Supercopas da Uefa e duas Supercopas da Espanha.
Primeiras mudanças na seleção
Para os compromissos da Liga das Nações contra Turquia (25/09), Bélgica (28/09 e 05/10) e Itália (02/10), Zidane convocou 23 jogadores. A lista mantém a base utilizada por Deschamps na Copa, com 15 remanescentes e cinco estreantes.
A renovação começou com as ausências de Lucas (30 anos), Theo Hernandez (28) e N'Golo Kanté (35). Karim Benzema (38), que não defende a França desde 2022, também não terá novas oportunidades com a troca de comando.
Kylian Mbappé será o capitão. Na ausência do atacante, Ousmane Dembélé, Adrien Rabiot e Jules Koundé aparecem como alternativas, embora apenas o defensor estivesse na hierarquia anterior.
A Federação Francesa de Futebol também reformulou o escritório destinado ao treinador em Clairefontaine. Zidane, por sua vez, adotou um controle mais restrito da mídia. Na última segunda-feira (21), jornalistas e fotógrafos foram impedidos de acompanhar a chegada dos jogadores. A federação ficou responsável pela divulgação das imagens.
Mbappé pela esquerda
Dentro de campo, os primeiros testes foram feitos no 4-3-3. A principal alteração envolve Mbappé, que deve ter sequência na ponta-esquerda. Dembélé tende a atuar centralizado, enquanto Michael Olise aparece pela direita.
Zidane afirmou que Mbappé pode jogar nas três posições ofensivas, mas disse que “gostava muito dele pela esquerda”. Sobre a participação defensiva do atacante, o técnico declarou que “não era um problema”.
O treinador também demonstra admiração por Rayan Cherki e busca um meia com perfil de “verdadeiro camisa 10, capaz de jogar entre as linhas, criativo”. A expectativa é dar maior sequência ao quarteto ofensivo.
Outro ponto destacado por Zidane é o equilíbrio. Andy Diouf, na direita, e Adrien Truffert, na esquerda, são os favoritos para disputar a titularidade nas laterais, setor apontado como uma fraqueza dos Bleus nos últimos anos.
Nos treinos, a equipe trabalha um futebol baseado em passes e exercícios com bolas diagonais em campos reduzidos, para explorar os espaços. A proposta é aumentar a movimentação ofensiva e permitir que a França desenvolva seu potencial sem abrir mão da organização defensiva.







