Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Revendedores de gás param caminhões em Goiás e aguardam negociação
Brasil

Revendedores de gás param caminhões em Goiás e aguardam negociação

Mobilização reúne veículos no Centro de Destroca, em Goiânia, após críticas a reajustes e ao valor pago pelo Gás do Povo.

Revendedores de gás de cozinha iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira, 21, em Goiás. Os caminhões estão parados no Centro de Destroca, em Goiânia, onde os recipientes vazios são trocados por botijões cheios das distribuidoras.

O presidente do Sindicato dos Revendedores de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Sinergás GO/MT/MS), Zenildo Dias, informou que cerca de 50 caminhões estavam no local pela manhã. A previsão é que esse número chegue a 100 ao longo do dia. Veículos vindos de Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso e de outras regiões de Goiás também estão impedidos de fazer a operação.

Sem a destroca, os caminhões não conseguem retirar os botijões que seriam levados às revendas. Zenildo afirmou: “Já tem companhia fechando as portas. Porque não tem o gás para pegar para lá”.

Motivos da paralisação

A categoria contesta os reajustes aplicados pelas distribuidoras no botijão de 13 quilos, conhecido como P13. O sindicato afirma que os aumentos podem variar de R$ 4 a R$ 8 e cobra transparência na composição dos preços.

Os revendedores também pedem mudanças no programa Gás do Povo. Segundo Zenildo, o pagamento atual é de R$ 104 por botijão e deveria subir para R$ 112. A categoria diz que precisa arcar com a compra e a logística de distribuição e considera que o valor atual não cobre os custos da operação.

“O governo precisa pagar, ajustar o Gás do Povo. Está R$ 104 o Gás do Povo hoje. Eu tenho que ajustar para R$ 112 para trabalhar”, declarou Zenildo.

Negociação

A paralisação ainda não tem prazo para terminar. O Sinergás aguarda uma manifestação das distribuidoras e do governo federal. Também há expectativa de discussões em Brasília sobre as condições comerciais e o funcionamento do Gás do Povo.

A continuidade do movimento dependerá da abertura de negociações. O sindicato espera uma resposta ainda nesta segunda-feira e pode reavaliar a paralisação caso empresas ou governo apresentem uma proposta.

A entidade afirma que uma interrupção prolongada pode afetar a reposição dos estoques das revendas. Zenildo havia estimado que dois ou três dias de paralisação poderiam comprometer esse abastecimento. Por enquanto, os caminhões continuam concentrados no Centro de Destroca, em Goiânia.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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