GOIÂNIA — Um homem de 38 anos foi preso preventivamente nesta segunda-feira, 14, em um hotel de Goiânia, investigado por estelionato amoroso, conhecido como “golpe do Tinder”. A Polícia Civil de Goiás afirma que o prejuízo causado à vítima chegou a R$ 327.161,47.
O investigado conheceu a mulher pelo aplicativo de relacionamentos e manteve um relacionamento com ela por cerca de um ano. Nesse período, dizia trabalhar com investimentos financeiros e recebeu sucessivas transferências, com a promessa de aplicar os valores e devolvê-los com rendimentos. Parte do dinheiro saiu da conta da avó da vítima.
Transferências e fuga
No começo, o homem teria feito um investimento e devolvido uma quantia ligeiramente maior. A estratégia aumentou a confiança da vítima, que passou a enviar valores mais altos. Depois, os pagamentos deixaram de ser devolvidos.
A última transferência ocorreu em 9 de junho de 2026 e foi de R$ 14 mil. Segundo a investigação, o suspeito afirmou que precisava do dinheiro para pagar taxas e viabilizar uma TED destinada à quitação dos valores devidos. Após receber a quantia, deixou Goiânia com destino a Foz do Iguaçu, com indicativos de que teria seguido para o Paraguai. Em seguida, interrompeu o contato e bloqueou a vítima nos aplicativos e em outros canais.
A delegada Lara Soares, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), disse que a mulher procurou a polícia em junho deste ano. “A vítima começou a ter um namoro com ele, tendo encontros, um relacionamento que durou durante um ano, e sempre ele falava que ia fazer investimento dos valores”, afirmou.
A Polícia Civil pediu a prisão preventiva, buscas e apreensões, além de medidas para localizar e bloquear bens e valores ligados ao caso. A representação foi apresentada à Vara de Violência Doméstica por envolver violência patrimonial. O juiz decretou a prisão considerando os registros anteriores do investigado por estelionato, outras prisões decretadas e a fuga após o recebimento do dinheiro.
Celular será analisado
Os policiais localizaram o suspeito depois que ele retornou a Goiânia. Durante a prisão, foram encontradas no celular dele conversas com outras mulheres. O conteúdo será examinado para verificar se há outras vítimas ou repetição de condutas semelhantes.
“A gente não sabe ainda se essas mulheres foram ou não enganadas (…) até porque ele disse que continuava com esse perfil do Tinder”, declarou Lara Soares.
O investigado também tem outros registros policiais relacionados a estelionato. A divulgação de informações e imagens da prisão, segundo a polícia, observou a Lei nº 13.869/2019 e a Portaria nº 547/2021/DGPC, diante da possibilidade de identificação de novas vítimas.








