As tempestades concentram a maior parte dos desastres registrados no Paraná em 2026. De acordo com a Defesa Civil Estadual, foram 312 ocorrências desse tipo, com 191 municípios atingidos e 81.993 pessoas afetadas.
O balanço reúne 206 vendavais, 17 casos de chuvas intensas, 79 episódios de granizo, duas tempestades de raios e oito tornados. No total, o estado contabilizou 510 ocorrências entre 1º de janeiro e ontem, média de dois desastres por dia.
O número representa alta de 93,2% em relação aos 264 registros anotados no mesmo período de 2025 e já se aproxima das 574 ocorrências registradas durante todo o ano passado. Entre os eventos listados estão também estiagem, deslizamentos, alagamentos, inundações, acidentes rodoviários com produtos perigosos e enxurradas.
Ao todo, 231 das 399 cidades paranaenses foram atingidas em 2026, com 215.720 pessoas afetadas. No ano passado, eram 147 municípios e 148.322 pessoas no período de janeiro a setembro. A quantidade de mortes, por outro lado, caiu de 18 para 7. Parte da diferença é relacionada à explosão na Enaex Brasil, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, que matou nove trabalhadores em agosto de 2025.
Desde a última quarta-feira (9), as chuvas intensas deixaram 86 ocorrências em 84 municípios, segundo o boletim mais recente da Defesa Civil. Foram afetadas 23.718 pessoas; 2.206 ficaram desalojadas e 6111, desabrigadas. O balanço ainda registra três mortes, 3.544 casas danificadas e 20 destruídas.
Na PR-340, entre Tunas do Paraná e Cerro Azul, o tráfego de veículos leves foi restabelecido, mas dois dos 15 pontos críticos não oferecem segurança para veículos pesados. Na PR-092, entre Rio Branco do Sul e Cerro Azul, há mais de 50 ocorrências e trechos em meia pista. O segmento mais crítico fica entre os quilômetros 70 e 74.
A Secretaria de Infraestrutura e Logística e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná liberaram o tráfego na PR-340 e mantiveram restrições na PR-092 após quedas de barreiras, deslizamentos e acúmulo de árvores. A recomendação é dirigir em velocidade reduzida e com atenção redobrada.
A previsão do Simepar indica que o El Niño deve alcançar intensidade muito forte a partir de outubro de 2026 e permanecer assim até janeiro de 2027. A nota técnica aponta risco de desastres hidrológicos, tempestades severas, inundações, enxurradas, saturação do solo e movimentos de massa.








