O Paraná registrou estragos provocados por temporais e mantém alertas para novas chuvas fortes, granizo, ventos intensos e possibilidade de tornados. Em Terra Roxa, no oeste do Estado, rajadas danificaram residências, postes de energia e barracões. Árvores e galhos também caíram, afetando a circulação e a rede elétrica.
Em Foz do Iguaçu, árvores atingiram redes elétricas durante a tempestade, que também teve granizo. A Defesa Civil informou que não houve pessoas desabrigadas, desalojadas ou feridas.
Curitiba acumulou 57,6 milímetros de chuva em 12 horas, com o maior volume no bairro Caximba. A maior rajada chegou a 49 km/h. Também houve alagamento na Rua Marcos Bertoldi, no bairro Tatuquara. A Defesa Civil entregou 1 lona para cada uma das Regionais Boa Vista e Santa Felicidade.
Rio Branco do Sul e Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, tiveram alagamentos e quedas de muros. Em Almirante Tamandaré, o centro estava alagado no começo da manhã.
Rio Iguaçu sob monitoramento
Em União da Vitória, a Defesa Civil acompanha o nível do Rio Iguaçu. Nesta quarta-feira, 9 de setembro, o rio chegou a cinco metros. A previsão indica elevação até 5,75 metros, marca que pode provocar alagamentos e levar famílias a deixar suas casas. A Prefeitura prepara equipes e possíveis abrigos.
Os temporais deixaram cerca de 30 mil imóveis sem energia. Conforme a Copel, pouco mais de 29 mil unidades consumidoras ainda estavam sem luz na manhã de quinta-feira, 10 de setembro. A Oeste concentrava 12 mil unidades afetadas, enquanto a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral tinham 6.500 casas sem energia.
Alertas para quinta e sexta-feira
O Estado está sob alerta vermelho do Instituto Nacional de Meteorologia, válido até as 23h59. A previsão inclui chuva acima de 60 milímetros por hora ou 100 milímetros por dia, ventos superiores a 100 km/h e queda de granizo.
A Defesa Civil monitora todas as regiões com risco de temporais, raios e tornados. A Climatempo aponta condições favoráveis à formação de novos tornados nesta quinta e sexta-feira, 10 e 11 de setembro, associadas à formação de um ciclone extratropical e ao avanço de uma frente fria. As áreas com maior risco são a central, a oeste e parte do norte pioneiro.








