Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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PF faz buscas contra produtora de filme sobre Jair Bolsonaro e Mario Frias
Brasil

PF faz buscas contra produtora de filme sobre Jair Bolsonaro e Mario Frias

Operação investiga possível desvio de emendas e repasses ligados ao financiamento de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira, 10, uma operação para apurar o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, sem ordens de prisão. A ação foi conduzida com a Controladoria-Geral da União (CGU) e recebeu o nome de Operação Make Up.

Entre os alvos estão a produtora Karina Gama e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). Também foram incluídos nas buscas o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades relacionadas à produtora.

O caso é relatado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação, que tramitava em São Paulo, foi enviada à Corte.

Suspeitas sobre emendas

A PF apura a possível destinação irregular de dinheiro público obtido por meio de emendas parlamentares. A hipótese investigada envolve agentes públicos e privados que teriam encaminhado recursos destinados a uma organização da sociedade civil para empresas contratadas posteriormente de maneira irregular.

Os investigadores também verificam a ausência de comprovação para parte dos serviços pagos. Segundo a PF, empresas relacionadas ao caso movimentaram centenas de milhões de reais, e as ações para esconder os supostos desvios teriam continuado até julho deste ano.

Os envolvidos podem ser responsabilizados por peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos ligados a licitações. Uma auditoria da CGU encontrou suspeitas em uma emenda de R$ 2 milhões indicada por Mario Frias para entidades ligadas a Karina Gama. O documento apontou, entre outros problemas, gastos sem comprovação.

Existem duas investigações no STF sobre o financiamento de Dark Horse. O procedimento sob relatoria de Flávio Dino trata do possível uso irregular de emendas e de recursos públicos. Já o inquérito conduzido por André Mendonça examina transferências feitas por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido de Flávio Bolsonaro, além do caminho percorrido pelo dinheiro.

Repasses e delação

A investigação também analisa repasses que teriam sido solicitados por Flávio Bolsonaro a Vorcaro para bancar o filme. Os valores teriam chegado a pelo menos R$ 61 milhões em 2025 e sido enviados a um fundo nos Estados Unidos administrado por Paulo Calixto, advogado ligado a Eduardo Bolsonaro. O ator Jim Caviezel interpreta Jair Bolsonaro na produção.

Na quarta-feira (9), André Mendonça homologou a delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”. Dono da Entre Investimentos, ele teria feito transferências para o filme sob orientação de Vorcaro.

Em acordo assinado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto, Freixo declarou que produzia dinheiro em espécie para a equipe do ex-banqueiro. Ele afirmou que as quantias eram levadas em malas e usadas no pagamento de propinas.

O empresário também disse ter feito sete transferências ao fundo Havengate, nos Estados Unidos, entre janeiro e setembro de 2025. Registradas como “subscrições de cotas”, as operações totalizaram US$ 12,333 milhões, equivalentes a cerca de R$ 62,8 milhões pela cotação de setembro daquele ano.

A PF ainda verifica se todo o dinheiro financiou Dark Horse ou se uma parte teve outro destino, incluindo possível apoio a atividades de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro havia dito que o último pagamento ocorreu em maio de 2025, mas a delação menciona uma transferência de US$ 1,666 milhão em setembro do mesmo ano.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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