PARANAGUÁ — Mais de 60 mil pessoas devem ser beneficiadas pelo Viaduto da Roque Vernalha, uma das duas obras de infraestrutura cujos convênios foram assinados nesta segunda-feira (14), no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Os projetos somam investimentos superiores a R$ 110 milhões.
A estrutura foi planejada para eliminar a dependência de uma passagem de nível afetada pela circulação de trens. O bloqueio do trecho já criou dificuldades para veículos, incluindo ambulâncias do SAMU, segundo o prefeito Adriano Ramos, que destacou a necessidade da intervenção durante a assinatura.
Com a formalização, a Prefeitura de Paranaguá deverá avançar para a licitação e definir as empresas responsáveis pela execução. A obra também deve facilitar o deslocamento de moradores e o acesso de serviços de emergência à região.
Avenida em área industrial
O segundo convênio prevê a pavimentação em concreto da Avenida Senador Atílio Fontana, localizada em uma área industrial e portuária. A via é usada diariamente por trabalhadores, empresas e caminhoneiros, com circulação intensa de veículos pesados.
A escolha do concreto é defendida pelo setor empresarial pela expectativa de maior durabilidade. Representantes do Movimento de Empresários do Setor Portuário de Paranaguá (MESPP) participaram da atualização dos estudos para adequar o projeto às demandas atuais da região.
Outros projetos no litoral
Durante o encontro, o governador Ratinho Junior citou a revitalização da BR-277, a duplicação da PR-407 e a conclusão do Moegão entre os projetos previstos para Paranaguá e o Litoral do Paraná. Segundo ele, o Moegão deve ser concluído nos próximos meses, com investimento de cerca de R$ 600 milhões.
A estrutura deverá ampliar a movimentação de cargas do Porto de Paranaguá e aumentar a participação do transporte ferroviário na chegada de produtos ao complexo. Ratinho Junior também afirmou que começou a implantação do novo terminal de passageiros do Porto de Paranaguá, voltado à ampliação do turismo de cruzeiros.
O secretário de Estado das Cidades, Fernando Lucio Giacobo, disse que o Governo do Paraná deverá responder pela maior parte dos recursos, enquanto o município terá participação nos investimentos.








