Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Trajetória de Wilder Morais mostra adesão tardia ao bolsonarismo em Goiás
Brasil

Trajetória de Wilder Morais mostra adesão tardia ao bolsonarismo em Goiás

Senador e candidato ao governo de Goiás passou a associar sua campanha à família Bolsonaro apenas perto do primeiro turno.

Wilder Morais, senador e candidato ao governo de Goiás, passou a aproximar sua campanha de Flávio Bolsonaro apenas na reta final do primeiro turno. Com menos de um mês para a votação, o movimento contrasta com os primeiros 20 dias de campanha, período em que o senador pouco explorou a identidade bolsonarista.

Até então, Wilder participou de sabatinas, visitou entidades de forma esporádica e apareceu em lançamentos de candidaturas ao Legislativo. Também se apresentou como defensor da biografia de Iris Rezende, histórico líder do MDB cuja filha integra a chapa majoritária do PL.

No debate da PUC TV, realizado em 30 de agosto, o senador se aproximou de Marconi Perillo, seu antigo chefe e candidato ao governo, em vez de concentrar os ataques em Luís César Bueno, do PT. O candidato petista passou horas defendendo Luiz Inácio Lula da Silva sem ser confrontado por Wilder, conforme a análise do episódio.

Mudança na trajetória política

Empresário, Wilder iniciou a carreira política em 2010, quando foi escolhido suplente de Demóstenes Torres, que concorria à reeleição para o Senado. Em 2011, assumiu a Secretaria de Infraestrutura na gestão de Marconi.

A carreira ganhou força em 2012, após a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, revelar uma ligação entre Demóstenes e o contraventor Carlinhos Cachoeira. Com a cassação de Demóstenes, Wilder assumiu quase todo o mandato.

Em 2018, ano da eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, Wilder tentou permanecer no Senado, mas foi derrotado. Naquele momento, não fazia campanha alinhado ao então presidente. Em 2020, concorreu a vice-prefeito de Goiânia na chapa de Vanderlan Cardoso, hoje candidato à reeleição para o Senado, também sem proximidade com Bolsonaro.

A adesão ao bolsonarismo ocorreu em 2022, quando Wilder buscou manter a carreira política e não tinha uma alternativa competitiva em Goiás. Liderado no estado por Gustavo Gayer e Major Vitor Hugo, o movimento apoiou sua candidatura, e ele foi eleito senador.

Agora, Wilder tenta levar essa identificação ao Palácio das Esmeraldas, em uma disputa descrita como complicada.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5