Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Wilder Morais enfrenta resistência no PL e tenta se firmar como nome bolsonarista em Goiás
Brasil

Wilder Morais enfrenta resistência no PL e tenta se firmar como nome bolsonarista em Goiás

Instabilidade interna, troca de prefeitos e críticas de aliados dificultam a construção de uma candidatura alinhada ao bolsonarismo no estado.

A candidatura de Wilder Morais ao governo de Goiás enfrenta resistência dentro do PL e dificuldades para se consolidar como representante do bolsonarismo no estado. O senador aparece com 15% das intenções de voto na pesquisa mais recente do Paraná Pesquisas.

Em 2026, as eleições vão definir deputados federais, estaduais ou distritais, senadores, governadores e o presidente da República. Nesse cenário, a disputa entre bolsonarismo e lulopetismo, associados a PL e PT, deve influenciar as campanhas.

Conflitos dentro do PL

Wilder Morais é o presidente estadual do PL, mas sua relação com integrantes da legenda é marcada por instabilidades. A crise mais recente envolve o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, que declarou apoio à reeleição de Daniel Vilela, do MDB. O partido abriu um processo para decidir sobre a expulsão do prefeito, mas a medida não é aceita de forma unânime internamente.

Gustavo Gayer afirmou que Márcio Corrêa tem ajudado campanhas de candidatos bolsonaristas. Major Vitor Hugo também reconheceu o trabalho do prefeito e disse ter aconselhado Wilder Morais a não levar o processo adiante. Gayer questionou ainda a falta de isonomia, lembrando que Carlinhos do Mangão, Dr. Luis Otávio e Alzemar Neto também apoiaram Daniel Vilela e continuam no partido.

Dos 26 prefeitos eleitos pelo PL em 2024, 14 migraram para a base governista. Simone Ribeiro, Daniel Júnior, Dr. Conin, Jacó Rotta, Dr. Victor e Wivviane Duarte trocaram a legenda pelo União Brasil, que integra a coligação Para Goiás Seguir em Frente, de Daniel Vilela.

Os prefeitos que deixaram o PL relataram falta de diálogo e de espaço. A mesma queixa foi apresentada por Daniel Agrobom, que migrou para o PSD. Magda Mofatto, ligada historicamente ao bolsonarismo, também afirma que Wilder escolheu um momento inoportuno para disputar a eleição e denuncia boicote do chamado wildismo em encontros do partido.

Distância do bolsonarismo

A avaliação de integrantes do PL é que Wilder Morais não reproduz o estilo associado a Jair Bolsonaro. O empresário divulga de forma mais sutil o lema “Deus, Pátria e Família” e não adota o tom agressivo atribuído ao ex-presidente.

“Wilder Morais age como um quelônio, mas parece acreditar que tem alma de lebre — à espera de que os bolsonaristas lhe entreguem a vitória. Só que ele não faz a sua parte”, afirmou um deputado do PL.

O texto também diferencia estar no mesmo partido de Bolsonaro, declarar-se aliado e seguir os princípios do movimento. Na avaliação apresentada, Wilder ainda não obteve o reconhecimento necessário para ser identificado pelo eleitorado como o nome bolsonarista capaz de chegar ao Palácio das Esmeraldas.

Tarcísio de Freitas, Jorginho Mello e Sergio Moro são citados como exemplos de candidatos próximos a Bolsonaro e com desempenho superior em seus estados. Tarcísio soma 49% das intenções de voto, segundo o Datafolha; Jorginho Mello tem 50%, de acordo com a Quaest; e Sergio Moro aparece com 37% na corrida pelo governo do Paraná. Jorginho disputa a eleição em 4 de outubro.

Em Goiás, Wilder é descrito por integrantes do próprio PL como um dirigente sem força para unir a legenda. Também há uma suposta conexão estreita com Marconi Perillo, candidato ao governo pelo PSDB.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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