O candidato a deputado federal Major Vitor Hugo (PL) defendeu uma trégua entre o senador Wilder Morais (PL) e o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL). O prefeito é alvo de um processo de expulsão dentro do partido, mas, para Vitor Hugo, a legenda deveria priorizar a disputa eleitoral neste momento.
“Nessa disputa, torço pela paz. Não considero estratégico levar isso adiante neste momento”, afirmou o candidato. A declaração foi feita ao comentar a necessidade de Wilder Morais contar com apoio político na campanha ao Governo de Goiás.
A representação contra Márcio Corrêa foi apresentada por um assessor de Wilder após o prefeito declarar apoio à reeleição de Daniel Vilela (MDB). A Executiva Estadual do PL aceitou o caso, que deverá ser analisado pelo Conselho de Ética.
Vitor Hugo disse manter uma posição própria por ter proximidade com os dois integrantes do partido. Ele afirmou que participou da chegada de Wilder Morais e Márcio Corrêa ao PL e, por isso, tenta atuar como uma ponte entre os grupos.
O candidato também destacou que Márcio Corrêa continua fazendo campanha para Flávio Bolsonaro, apoia Gustavo Gayer e sua candidatura à Câmara Federal. Na avaliação dele, há mais pontos de convergência do que de conflito entre os correligionários.
Pressão eleitoral
Com a eleição a menos de 30 dias, Vitor Hugo defendeu a redução das disputas internas. Ele afirmou que o PL precisa se manter unido para fortalecer Wilder na corrida pelo governo, Flávio Bolsonaro na disputa presidencial e as chapas para deputado federal e deputado estadual.
O candidato citou ainda a situação de outros prefeitos do PL que mantêm relação com Daniel Vilela, como Carlinhos do Mangão, de Novo Gama. Para ele, o caso mostra a necessidade de diminuir a tensão dentro da legenda.
Apesar de apoiar a permanência de Márcio Corrêa no partido, Vitor Hugo reconheceu que Wilder Morais tem motivos para esperar o apoio do prefeito. Anápolis é a maior cidade administrada pelo PL no Estado, o que, segundo ele, torna compreensível essa expectativa.
“Existem argumentos dos dois lados, mas considero que, neste momento, muito melhor para todos do que o acirramento da disputa seria alcançar o máximo de paz e pacificação possível”, declarou.









