A disputa pelo Governo de Goiás em 2026 abriu uma divisão no PL. O deputado federal Gustavo Gayer reconheceu que prefeitos da legenda apoiam o governador Daniel Vilela (MDB), embora o senador Wilder Morais seja o candidato oficial do partido ao Palácio das Esmeraldas.
Entre os casos citados por Gayer está o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa. O deputado contou que conversou com o gestor e aconselhou que ele não declarasse apoio a Daniel ou adotasse uma posição neutra. Apesar da divergência, Gayer afirmou que considera Corrêa um aliado importante em sua candidatura ao Senado. “Ele é um cara de direita, uma peça fundamental da minha campanha hoje, uma das pessoas que mais me apoiam”, disse.
Corrêa continua filiado ao PL, mas declarou apoio à reeleição de Daniel Vilela. A direção estadual abriu um processo disciplinar contra o prefeito por possível infidelidade partidária. Gayer e outras lideranças, porém, defendem que o caso seja resolvido pelo diálogo.
A divisão alcança outros municípios. Um levantamento anterior identificou cinco prefeitos do PL apoiando Daniel Vilela e oito alinhados a Wilder Morais. Entre os nomes favoráveis ao governador estavam Carlinhos do Mangão, de Novo Gama; Dr. Luis Otávio, de Cristalina; Tiagão, de Pilar de Goiás; e Simone Ribeiro, de Formosa.
Depois disso, parte dos prefeitos eleitos pelo PL em 2024 deixou a sigla e migrou para partidos da base governista. Outros permaneceram no partido, mas passaram a apoiar Daniel. Um levantamento publicado no fim de agosto apontou quatro prefeitos ainda filiados ao PL nessa posição: Márcio Corrêa, Carlinhos do Mangão, Dr. Luis Otávio e Alzemar Neto, de Campo Limpo de Goiás.
Apoios divididos
A configuração deixa Wilder Morais diante do desafio de transformar a candidatura oficial do PL em apoio efetivo nos municípios. Prefeitos influenciam vereadores, lideranças locais, palanques e mobilização eleitoral no interior.
A divisão também aparece entre gestores que apoiam Wilder para o governo, mas podem caminhar com nomes ligados à base de Daniel nas disputas para deputado. Em julho, Maycllyn Carreiro, de Morrinhos, e Paulo Trabalho, de Posse, foram citados nessa situação.
Gayer disse que não pretende romper politicamente com Márcio Corrêa. Para o deputado, a prioridade é preservar a possibilidade de união entre direita e centro-direita no segundo turno das disputas nacionais. No cenário estadual, porém, o PL segue com apoios municipais divididos entre Wilder Morais e Daniel Vilela.









