MILÃO — A Armani iniciou os preparativos para vender 15% do grupo, conforme determinado por Giorgio Armani em testamento. O CEO Giuseppe Marsocci afirmou neste domingo (27) que a empresa está aberta à entrada de mais de um investidor, mas nenhum acordo foi anunciado.
A participação deverá ser negociada entre 12 e 18 meses após a morte do estilista, que morreu em setembro de 2025, aos 91 anos. LVMH, L’Oréal e EssilorLuxottica foram indicadas por Armani como compradoras preferenciais. Conversas formais com as três empresas devem começar nas próximas semanas.
Ainda não há definição sobre a distribuição dos 15%. A possibilidade de dividir a fatia entre os três grupos foi levantada pela imprensa italiana. O testamento também prevê outras etapas da sucessão acionária e uma abertura de capital caso a venda privada não avance.
Mudança criativa
A nova coleção feminina primavera-verão 2027 da linha principal, apresentada durante a semana de moda de Milão, foi criada por Silvana Armani. Sobrinha do fundador, ela comanda o feminino da Giorgio Armani e assina a coleção Evolution.
A chegada de Dario Vitale integra a reorganização, mas suas atribuições são específicas. O ex-diretor criativo da Versace foi contratado para comandar a Emporio Armani e os acessórios Giorgio Armani. A coleção Evolution não leva sua assinatura.
A Emporio apresentada nesta semana foi desenvolvida por Silvana Armani e Leo Dell’Orco, que continua responsável pelo masculino. A estreia de Vitale na linha está prevista para a próxima temporada.
Com a morte do fundador, a empresa passou a executar as instruções deixadas para a entrada de novos acionistas. Ao mesmo tempo, as responsabilidades criativas foram distribuídas entre integrantes da família, colaboradores históricos e um profissional vindo de fora.








