Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Caia Ramalho apresenta primeiro livro de fotografia em São Paulo
Foto: Divulgação
Entretenimento

Caia Ramalho apresenta primeiro livro de fotografia em São Paulo

Fotógrafa lança “Talvez o nosso amor morra num sonho” em 26 de setembro, na Galeria Vermelho.

A fotógrafa Caia Ramalho lança seu primeiro livro, Talvez o nosso amor morra num sonho, em 26 de setembro, na Galeria Vermelho, em São Paulo. A obra reúne fotografias, textos e pesquisas sobre arquivo familiar, identidade e acolhimento.

Caia levou nove anos para concluir o projeto. Os dois primeiros capítulos nasceram da pesquisa desenvolvida para sua monografia na pós-graduação em Fotografia, concluída em 2018. Depois, o trabalho avançou com cerca de sete anos de pesquisa, escrita e produção de imagens, além de mais cerca de dois anos de edição.

Memória familiar e criação

A ideia de escrever um livro ganhou força quando Caia descobriu que o avô, que ela nunca conheceu, escrevia poesias com um pseudônimo. Em um sebo, encontrou um dos poucos livros publicados por ele. A descoberta passou a integrar a construção da narrativa e a reflexão da fotógrafa sobre como uma publicação impressa pode atravessar gerações.

“Esse livro me ajudou muito a entender o tom da narrativa que eu estava construindo”, afirma Caia. Para ela, o novo trabalho também funciona como uma forma de deixar um arquivo próprio no mundo, a partir dos registros encontrados de pessoas que vieram antes dela.

O fotolivro aproxima imagens e histórias vividas por Caia e por seus pais quando eram mais novos. Um dos capítulos é dedicado às fotografias feitas por eles durante a infância da artista e até antes de seu nascimento. A obra aborda a descoberta do amor, a compreensão de identidades e o acolhimento familiar.

Fotografia como profissão e linguagem

A relação de Caia com a fotografia começou dentro de casa. Seu pai montou um laboratório fotográfico quando ela tinha menos de dois anos de idade, que depois ganhou um endereço próprio. Entre negativos, folhas de contato e ampliações, ela conheceu desde cedo o trabalho com imagens.

A fotógrafa conta que foi pela moda que entendeu a fotografia como um caminho profissional, mas também passou a enxergá-la como uma maneira de investigar, imaginar e construir possibilidades de existência.

O apoio dos pais também marcou sua trajetória e seu processo de transição de gênero. “Na minha experiência foi o contrário disso, sinto que a minha transição nos aproximou”, diz Caia, ao falar sobre o acolhimento familiar.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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