Charles Spencer, irmão da princesa Diana, afirmou que se arrepende de não ter feito mais para ajudá-la durante os anos de intensa exposição pública. O 9º Conde Spencer, de 62 anos, falou sobre a relação com a irmã em uma entrevista realizada em Althorp, residência ancestral da família Spencer em Northamptonshire, na Inglaterra.
“Será que eu poderia ter feito mais para ajudá-la em sua vida pública? Provavelmente sim”, disse Spencer. Ele afirmou, porém, que esteve ao lado de Diana nos últimos anos de vida e atuou discretamente em conflitos envolvendo a imprensa. Segundo o conde, ele ajudou a irmã em um grande processo por difamação contra um jornal britânico.
A conversa foi a primeira em 29 anos na qual Spencer falou de maneira tão extensa sobre Diana. A princesa morreu aos 36 anos, em agosto de 1997.
A casa em Althorp
Spencer também contestou a versão de que teria se recusado a oferecer uma residência para Diana depois do divórcio dela do então príncipe Charles, em 1996. De acordo com ele, a irmã pediu a Casa do Jardim, localizada nos fundos do parque de Althorp. O imóvel era especial para Diana porque Jane Fellowes, irmã dos dois, morava ali com os filhos.
A decisão, segundo Spencer, foi determinada pela segurança de Diana, William e Harry. A polícia local avaliou o local com ele e concluiu que não conseguiria proteger os dois meninos. Por isso, Diana não se mudou para a Garden House.
Após o divórcio, Diana permaneceu no Palácio de Kensington até morrer no ano seguinte. William e Harry alternavam a convivência entre a mãe, em Kensington, e o pai, em Highgrove House e no Palácio de St. James.
As memórias de Spencer, Swan Song: Diana, My Sister, chegaram às livrarias em 22 de setembro, antes dos 30 anos da morte de Diana, que serão lembrados em 2027. Ele disse que a proximidade da data e a expectativa por pedidos de entrevistas contribuíram para a decisão de apresentar sua versão da história da irmã.
O livro também relata uma discussão com o futuro rei Charles sobre a participação de William e Harry no cortejo fúnebre da mãe, além da reação atribuída ao rei nas horas seguintes à morte de Diana. Um porta-voz do palácio afirmou que a dor do luto fraternal pode afetar o julgamento e a memória, mas não comentou livros por princípio.
Spencer disse que ainda encontra conforto nas lembranças da irmã e contou que usa, em reuniões importantes, as abotoaduras que Diana lhe deu no final dos anos 80. Para ele, a memória da princesa continua confortando pessoas até hoje.









