Charles Spencer comentou a repercussão de seu novo livro, Swan Song: Diana, My Sister, e respondeu como reagiria caso encontrasse pessoalmente o rei Charles. O irmão da princesa Diana participou de um evento em Nova York, na noite de terça-feira (29.09), ao lado da jornalista Tina Brown.
Durante a conversa, realizada na igreja St. Peter's Chelsea, Spencer criticou a manifestação do Palácio de Buckingham sobre trechos da obra. O comunicado afirmou que o monarca reconhecia como o luto fraternal poderia afetar a razão, o julgamento e a memória, mesmo muitos anos depois da perda.
Spencer classificou a declaração como uma resposta agressiva e disse ter ficado frustrado, pois considera o livro uma homenagem carinhosa à irmã. A obra aborda a vida e o legado de Diana e também relembra uma conversa telefônica entre ele e o então príncipe Charles durante os preparativos para o funeral da princesa.
O encontro com o rei
Ao responder a uma pergunta da plateia sobre o que diria ao rei caso o encontrasse, Spencer afirmou: “Os britânicos são muito bons em cruzar olhares e interagir em outras partes da sala.”
Ele também foi questionado sobre como imagina que teria sido a vida de Diana caso ela não tivesse se casado com o então herdeiro do trono. A resposta foi direta: “Feliz”.
O trecho mais comentado do livro descreve uma discussão entre Spencer e Charles. Segundo o relato, o então príncipe teria falado de forma exaltada e afirmado que o mundo esqueceria Diana em breve. O irmão da princesa voltou a defender essa lembrança durante o evento.
Spencer disse que recebeu apenas dois telefonemas do então Príncipe de Gales em pouco tempo e que se lembra muito bem deles. Também afirmou que o rei teve a chance de não comentar o episódio ou de negar o conteúdo, mas não fez nenhuma das duas coisas.
Questionado sobre o receio de que o livro prejudicasse a imagem do monarca, Spencer respondeu que não teme a repercussão. Ele disse respeitar a instituição da Coroa, mas afirmou que, ao escrever, observa as pessoas pelo que são, sem considerar o status. Para ele, Diana é a figura central da obra.







