O Manchester City venceu o Manchester United por 1 a 0 no dérbi de Manchester, no último domingo (13), mas o resultado ficou marcado por uma falha do VAR. O gol de Erling Haaland foi validado mesmo com a participação de Enzo Fernández em posição irregular no lance.
O cruzamento desviado pela ponta esquerda chegou ao centroavante na segunda trave. Haaland estava em condição legal, mas Enzo, que tentou cabecear a bola e não a tocou, aparecia à frente do penúltimo defensor. Em campo, o gol havia sido anulado por impedimento do norueguês.
Na revisão, o árbitro de vídeo Matt Donohue concentrou a análise na posição de Haaland por cerca de 1 minuto e 20 segundos. Ele e o assistente Blake Antrobus chegaram a verificar se Enzo havia tocado na bola, mas não consideraram a posição do jogador nem a tentativa de disputar o cruzamento. O erro foi assumido pelas entidades de arbitragem da Inglaterra.
Pressa na cabine
O áudio divulgado pela Premier League mostra os integrantes da cabine cobrando rapidez durante a checagem. Entre as frases ouvidas estavam “Rápido, rápido, rápido, rápido!” e “Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos!”. A pressa levou ao encerramento de uma revisão que não avaliou todo o contexto da jogada.
A Inglaterra adotou o VAR na temporada 2019/20, depois de outras grandes ligas europeias. A proposta era reduzir as intervenções e manter o jogo em andamento. Segundo a Premier League, a ferramenta elevou o índice de decisões corretas para 96% entre 2019 e 2024, contra 82% no período anterior ao VAR.
A tecnologia também foi alvo de uma votação em 2024, solicitada pelo Wolverhampton após críticas às demoras nas análises. Os clubes rejeitaram a retirada do sistema da liga.
Outro caso em 2023
Uma falha semelhante ocorreu em Tottenham x Liverpool, em setembro de 2023. Luis Díaz marcou em posição legal, mas o gol foi anulado em campo. O VAR identificou que o atacante colombiano não estava impedido, porém a cabine entendeu que a decisão em campo havia sido pela validação e encerrou a checagem.
A falha só foi percebida depois da retomada da partida. No caso do dérbi de Manchester, a velocidade da revisão voltou ao centro do debate sobre o uso do VAR na Premier League.








