Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
MAM de São Paulo retoma atividades com novo Panorama da Arte Brasileira
Foto: Divulgação
Entretenimento

MAM de São Paulo retoma atividades com novo Panorama da Arte Brasileira

Exposição reúne obras de quatro artistas e questiona os critérios que definem a arte brasileira.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo reabre neste sábado (12), depois de dois anos fechado para reformas, com a exposição Depois que tudo foi dito, que integra o 39º Panorama da Arte Brasileira. A mostra tem curadoria de Diane Lima e reúne trabalhos ligados a transformações sociais e raciais das últimas décadas.

A exposição parte do questionamento sobre quem define a arte brasileira, quais artistas entram para a memória e quais estéticas são reconhecidas. O projeto também discute os critérios historicamente associados a uma visão branca, ocidental e eurocêntrica da produção cultural.

Quatro destaques da mostra

Ana Claudia Almeida apresenta uma obra inspirada na canção Árvore, de Edson Gomes, lançada em 1991. O trabalho se desenvolve a partir de restos do cotidiano, rascunhos e materiais como desenho, pastel oleoso, plástico, acrílico e tecido. Esses elementos aparecem transferidos, grampeados, costurados, amarrados e sobrepostos.

A produção de Lia D Castro investiga como as relações de poder atravessam intimidade, vulnerabilidade e negociação. A artista trabalha a partir de vivências pessoais e de encontros ligados à prostituição, além de recorrer a campos como criminologia do ódio, antropologia, psicologia comportamental e sociologia.

Caroline Ricca Lee participa com a instalação Mercado de Dádivas (2026). O trabalho aborda memória e migração a partir de histórias familiares e de objetos de estabelecimentos de importação e exportação criados em São Paulo desde os anos 1970. A obra reúne referências ao altar, à vitrine e ao ambiente doméstico para tratar das relações entre devoção, mercadoria, identidade e consumo.

A mostra também apresenta fotografias de Lita Cerqueira. Com mais de 50 anos de carreira, ela é considerada a primeira fotógrafa negra profissional do Brasil. Seu acervo, ainda não digitalizado, tem mais de cinquenta mil imagens e registra o protagonismo negro na cultura brasileira em situações de celebração, trabalho, arte e vida.

A exposição conta com apoio da Tiffany e marca a reabertura do MAM de São Paulo.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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