Mia Goth pediu ao Tribunal Superior do Condado de Los Angeles autorização para prestar depoimento por videoconferência no processo movido por James Hunter, ex-figurante de MaXXXine. A atriz, de 32 anos, afirma que teme pela própria segurança e privacidade caso precise comparecer pessoalmente.
O pedido foi apresentado na sexta-feira, 18 de setembro. Goth é uma das rés na ação relacionada às filmagens do terceiro filme da trilogia de terror dirigida por Ti West, de 45 anos, e lançado em 2024.
Alegações de Mia Goth
Na declaração encaminhada à Justiça, a atriz afirmou ter preocupação com manifestações públicas feitas por Hunter e com supostas tentativas de obter informações sobre sua vida privada. Goth também disse que o autor do processo teria procurado saber onde ela mora e entrado em contato com pessoas ligadas à disputa em suas casas.
A atriz declarou que as falas públicas de Hunter sugeririam hostilidade contra ela. Também afirmou ter conhecimento de que ele teria sido alvo, anteriormente, de uma ordem de restrição sem relação com o caso de MaXXXine. Segundo Goth, essa medida estaria ligada a acusações de assédio, ameaças ou outras condutas que teriam causado medo e angústia a outra pessoa e à família dela.
Goth defendeu que o depoimento remoto garantiria a Hunter acesso às informações previstas no processo, ao mesmo tempo que reduziria os riscos apontados por ela. A atriz escreveu: “Realizar meu depoimento remotamente permitiria ao autor obter todo o testemunho a que tem direito”.
Acusação durante as filmagens
Hunter entrou com a ação em 2024. Ele afirmou que havia sido contratado para trabalhar durante três dias nas gravações, interpretando um cadáver. De acordo com o processo, Goth teria quase pisado nele durante uma tomada. Depois de avisar um segundo assistente de direção, o figurante disse que o profissional pediu que a atriz tivesse cuidado.
Na tomada seguinte, Hunter alegou que Goth chutou sua cabeça de propósito. Ele relatou dor de cabeça e rigidez no pescoço, informou os sintomas ao segundo assistente de direção e afirmou que não recebeu atendimento médico no set. As filmagens, segundo ele, continuaram até o fim da sequência.
O ex-figurante disse ainda que os sintomas pioraram depois. Ao dirigir para casa, teria sentido tontura e quase desmaiado duas vezes, precisando parar o veículo nas duas ocasiões.
Hunter também acusou Goth de invadir sua privacidade em um banheiro do set e de rir, provocá-lo, zombar dele e humilhá-lo. Ele afirmou que uma agência de elenco informou posteriormente que ele havia sido retirado do restante da produção para a qual tinha sido contratado.
Disputa sobre o depoimento
No início de setembro, Hunter pediu que Goth prestasse depoimento presencialmente em abril de 2027. Documentos judiciais indicam que ele depôs pessoalmente em 19 de setembro de 2024, em uma sessão de aproximadamente oito horas. Goth ainda não prestou depoimento.
Uma ordem emitida em agosto determinava esforços de boa-fé para agendar a oitiva da atriz dentro de sete dias após outro depoimento que Hunter deverá prestar. Em documentos apresentados na terça-feira, 22 de setembro, ele contestou o pedido de videoconferência.
Hunter alegou que um juiz havia rejeitado, em uma audiência informal de instrução realizada em abril, pedidos de ambas as partes para depoimentos remotos. Ele afirmou, porém, que não havia repórter judicial no encontro e que a suposta decisão não apareceria em transcrição ou ata.
O autor também disse ter feito várias tentativas de marcar o depoimento com a equipe jurídica de Goth e alegou que a atriz e seus advogados não compareceram a uma sessão marcada para 4 de setembro.
Além de Goth, Ti West e o estúdio A24 são réus. Hunter busca US$ 250 mil por despesas médicas, reabilitação e outros custos, além de danos punitivos e/ou exemplares. O processo continua em tramitação, e as alegações das partes ainda fazem parte da disputa judicial.








