Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Pequenas Tragédias encara a violência contra pessoas LGBTQIA+ em Catalão
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Pequenas Tragédias encara a violência contra pessoas LGBTQIA+ em Catalão

Novo filme de Daniel Nolasco mistura documentário e invenção para revisitar memórias, agressões e perdas em sua cidade natal.

O novo filme de Daniel Nolasco, Pequenas Tragédias, estreou mundialmente no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O longa revisita a biografia do cineasta e a história de Catalão a partir das violências sofridas por pessoas LGBTQIA+ na cidade.

A narrativa é conduzida pelo próprio diretor em duas versões: sua voz e a interpretação de Guilherme Théo. A estrutura anunciada ao público reúne prólogo, 5 capítulos, entreato e epílogo. Apresentado por Nolasco como uma comédia, o filme encontra humor nas contradições, no moralismo e na hipocrisia observados pelo diretor desde as memórias de sua família.

Memórias e violências

No capítulo 1, Minha Pacata Vida em Catalão, Nolasco recorda o período em que trabalhou em um supermercado. Como o estabelecimento não autorizou as gravações, a equipe criou o Super Censura em um lote baldio, com uniforme vermelho, logo e caixas usadas para simular o ambiente de trabalho. Cecília Brito interpreta Verônica, funcionária que demonstrava preocupação com a segurança do diretor enquanto ele sofria homofobia dos colegas.

Os capítulos 2 e 3, Viver Aqui é Bom Demais e Um Bom Cidadão, abordam a modernização de Catalão e as contradições de uma cidade que se apresenta como moderna. A Praça do Relógio aparece ligada à agressão de homens que saíam bêbados do primeiro bar gay da cidade. O filme também mostra que os responsáveis pelas agressões continuaram integrados à rotina social, enquanto pessoas atacadas deixaram o estado.

No capítulo 4, O Sorriso de Monalisa, a história de uma travesti enterrada com roupas masculinas ganha um enterro simbólico. A intérprete veste azul, em referência à devoção de Monalisa a Iemanjá, e canta durante a cerimônia.

O último capítulo, A Beleza de Samuel, aborda a morte repentina de um amigo de escola de Daniel por overdose. O diagnóstico não foi revelado por medo do preconceito. “Esse não é um filme feliz”, avisa o diretor no início da obra.

No epílogo, Nolasco retorna à cidade natal, depois de ter ido estudar no Rio de Janeiro, e observa que os agressores continuam vivos e impunes. Ao combinar narração, registros da cidade e cenas inventadas, o filme transforma memórias e perdas em uma despedida pelo cinema.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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