Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Pitty prepara sexto álbum após rupturas e um período de recomeço
Foto: Jorge Daux/Divulgação
Entretenimento

Pitty prepara sexto álbum após rupturas e um período de recomeço

Cantora produziu as primeiras versões sozinha e fala sobre separação, maternidade, etarismo e mulheres na música.

Pitty prepara o sexto álbum de inéditas da carreira, previsto para sair em 16 de outubro. O trabalho marca um recomeço: após um hiato de sete anos, a cantora criou as músicas do zero, aprendeu a operar programas de gravação e montou um estúdio em casa.

A pandemia desorganizou a banda e levou os músicos a seguirem caminhos diferentes. Com isso, Pitty gravou sozinha as primeiras versões das composições. Além das letras, melodias e riffs, ela participa da coprodução musical e assume a criação, a direção geral, a estética e a narrativa do projeto.

“É uma sensação de recomeço”, afirmou Pitty ao explicar o momento. Pela primeira vez, ela não recorreu ao acervo de ideias que costuma guardar. O processo, segundo a cantora, a aproximou da compositora que escrevia no quarto, em Salvador, antes da projeção nacional.

Rupturas e novas escolhas

A pausa anunciada no fim de 2024 foi essencial para a produção do disco, de acordo com Pitty. Nesse período, ela reorganizou a casa, o corpo, a família, o convívio, o entorno e a própria energia. A separação de um relacionamento de 19 anos também aparece nas letras, mas não foi a única ruptura vivida pela cantora.

Pitty disse que o divórcio foi conversado de forma tranquila. Ela e o ex-companheiro continuam amigos e dividem a responsabilidade pela criação de Madalena. Para a filha, explicou que as relações precisam ser boas enquanto duram e que é necessário reconhecer, com paz e diálogo, quando algo já não funciona.

Aos 48 anos, a cantora também falou sobre maternidade, etarismo e saúde mental. Disse que faz terapia, pratica ioga há anos e mantém atividades como musculação, corrida, dança e outros esportes.

Mulheres e liberdade no rock

Ao revisitar o início da carreira, Pitty lembrou que era uma mulher nordestina à frente de uma banda em um ambiente majoritariamente masculino. Para ser ouvida, sentiu que precisava endurecer a postura e conter parte da feminilidade.

Mais de 20 anos depois, ela acompanha o crescimento de bandas e artistas mulheres no rock, no rap e no hip-hop. A cantora reconhece os avanços, mas afirma que as mulheres ainda enfrentam reações violentas e um sistema que tenta fazê-las recuar.

Pitty também rejeita definições rígidas para o rock e não aceita ser reduzida ao rótulo de “roqueira baiana”. Ela diz que o gênero envolve visceralidade, sentimento, vida, respeito e liberdade com responsabilidade.

O novo disco, segundo a cantora, reúne emoção, dança e roda de pogo. O objetivo é colocar o trabalho no mundo e permitir que cada pessoa se conecte com ele de sua própria maneira.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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