Pitty lança nesta sexta-feira (18) “Sobremesa”, primeiro single de PITTY, álbum previsto para 16 de outubro. Com mais de 20 anos de carreira, a cantora descreve o sexto disco de inéditas como uma espécie de estreia, marcado por maior exposição emocional e liberdade no processo criativo.
“Parece que é como se eu tivesse vivido uma vida inteira para chegar nesse momento”, afirma Pitty ao falar da presença crescente de mulheres em diferentes áreas da música. A artista também participou diretamente da produção do novo trabalho, depois de começar a escrever sem saber exatamente para onde aquelas canções a levariam.
Autonomia na produção
As músicas foram tomando forma a partir de experiências vividas nos últimos anos. Com os integrantes da banda em lugares diferentes, Pitty desenvolveu ideias em casa, registrou materiais e aprendeu a usar softwares para produzir as próprias demos.
A cantora conta que o aprendizado não foi simples, mas ampliou sua participação nas gravações. A autonomia, segundo ela, foi decisiva para que o álbum avançasse. “Não dá para ficar o tempo inteiro esperando alguém fazer para a gente”, diz.
O trabalho também aproximou Pitty de uma área da música ainda majoritariamente masculina: a produção. Ela afirma perceber mais mulheres atuando como engenheiras de som, profissionais de mixagem e produtoras, embora veja esse movimento como um processo em construção.
Pitty rejeita rótulos como “rock de mulher” e “música de mulher”. Para ela, essas divisões enfraquecem a participação feminina e limitam a presença das artistas. A cantora defende que a produção seja vista como arte, sem uma categoria separada.
Rock sem classificação
A artista também não demonstra interesse em definir o que pode ou não ser chamado de rock. Depois de misturar guitarras com referências variadas, ela diz que o gênero está ligado ao impacto provocado pela música em cada pessoa.
No repertório de Pitty, essa relação pode passar por nomes e estilos diferentes, de Luiz Gonzaga a Black Sabbath. O novo álbum chega depois de um processo em que a cantora transformou vivências recentes em letras e assumiu mais etapas da criação musical.








