GOIÂNIA — O deputado federal Cezinha de Madureira (PL), investigado pela Polícia Federal, era apresentado no meio jurídico de Goiânia como alguém capaz de abrir caminho ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A afirmação foi feita pelo jornalista Luis Costa Pinto, do Instituto Conhecimento Liberta, no programa Desperta, nesta sexta-feira, 18.
De acordo com Luis, a informação foi repassada por um empresário dos setores de mineração e do mercado imobiliário. O empresário teria sido orientado a procurar Cezinha para tratar de demandas judiciais que passariam pelo gabinete de Mendonça. Ainda conforme o relato, a indicação envolveria a contratação da mulher do deputado e de uma ex-assessora de Arthur Lira para a realização do trabalho jurídico.
Cezinha é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de articular um esquema de venda de sentenças em tribunais superiores. A operação já teve buscas e apreensões, sob relatoria do ministro Flávio Dino. As suspeitas seguem em apuração.
Luis Costa Pinto afirmou que a íntegra da apuração será publicada na Revista Liberta neste sábado, 19, pela manhã.
Não foram localizadas, nos registros públicos do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ações de Valéria Rodrigues relacionadas a empresários de Goiás. Advogados goianos com processos no STF também disseram desconhecer a relação. Não apareceram ações de empresários da mineração e do mercado imobiliário de Goiás relatadas por André Mendonça.
Valéria e o gabinete do deputado foram procurados para comentar as alegações, mas não haviam respondido até a publicação.








