Mensagens atribuídas à lobista Roberta Luchsinger apresentam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como seu sócio. Os registros, enviados entre 2023 e 2024, aparecem em conversas por texto e áudio e fazem referência direta ao filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em depoimento à Polícia Federal, em maio deste ano, Roberta afirmou que mantinha apenas uma amizade com Lulinha e negou ter feito repasses financeiros a ele. As declarações contrastam com o conteúdo das mensagens analisadas nas investigações.
Em 25 de junho de 2024, ao falar com um contato identificado como “Adelaida Borg – Gerente Le Bristol”, Roberta disse que estava acompanhada do “meu sócio” e da família. Depois, identificou o acompanhante como filho do presidente Lula.
Em 13 de maio de 2024, afirmou a “Alexandre Rodrigues” que ficava em Brasília de terça a quinta-feira “com o meu sócio q é filho do pr”. Em 3 de março de 2024, enviou uma mensagem de Lulinha a “Ana Carolina Alencar” e pediu que o conteúdo fosse mostrado a Marcelo, apresentando Fábio como “meu sócio”.
Outras referências nas conversas
Em áudio de 22 de fevereiro de 2024, Roberta comentou que Fábio já havia viajado para Barcelona. Em 28 de janeiro de 2024, disse que iria a Genebra com as filhas, enquanto Fábio viajaria com a esposa e os filhos.
Outro áudio, de 10 de janeiro de 2024, menciona uma empresa que Roberta afirmou ter com Fernando Bittar e Fábio. Em outubro de 2023, ela escreveu a um advogado de São Paulo: “O Fábio é meu sócio. Eu, ele e o Fernando Bittar”. Em 25 de junho de 2023, também chamou Fábio de sócio e afirmou que ele era filho do presidente Lula.
A relação é investigada em inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Uma das apurações trata de suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde para a venda de medicamentos derivados de cannabis, como o canabidiol (CBD). As investigações também citam Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e a empresa Cannabis World.
Outros inquéritos apuram supostos pagamentos a pessoas próximas a Lula e suspeitas de tráfico de influência na Dataprev. Em entrevista ao Jornal Nacional, em 27 de agosto, o presidente disse que não conhecia Roberta e nunca havia conversado com ela. As investigações continuam, e as suspeitas dependem da conclusão dos inquéritos e das decisões das autoridades responsáveis.








