Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Running raves transform corrida em encontro com música, dança e socialização
Foto: Divulgação
Entretenimento

Running raves transform corrida em encontro com música, dança e socialização

Eventos unem DJs, percursos de rua e festas para transformar a corrida em uma experiência coletiva no Brasil.

A corrida ganhou trilha sonora, DJ em bicicleta e clima de festa. As running raves, ou raves de corrida, reúnem participantes em percursos de rua com música eletrônica ao vivo e encontros depois do treino. O foco não está no pódio nem na linha de chegada, mas na experiência compartilhada.

Nesses eventos, o set dura cerca de uma hora e acompanha praticamente todo o trajeto, normalmente em distâncias de 5 km a 10 km. Os DJs montam as músicas com antecedência e fazem pausas para manter o grupo unido. Ao fim do percurso, os corredores seguem para um espaço com pista e continuam curtindo a música.

Corrida como socialização

Leonardo Paludo, um dos fundadores do Run & Bass, resume a proposta: “É menos sobre concluir uma distância e mais sobre estar junto, correndo”. Criado há um ano e cinco meses, o grupo promove eventos em São Paulo e também mantém um projeto de treino e performance.

Para Paludo, a busca dos participantes vai além do esporte. “As pessoas não estão ali só pelo esporte. Estão atrás de conexão, de uma socialização”, afirma. A música, segundo ele, ajuda a aproximar pessoas e a formar amizades nos grupos de corrida.

Outro projeto que ganhou repercussão internacional foi o Pacetronik. Em quatro edições, o evento passou de 280 participantes na estreia para cerca de 413 na edição mais recente, após viralizar nas redes sociais. Luigi, DJ, empresário e um dos fundadores do grupo, chama de “atleta híbrido” o participante que combina corrida, treino e vida social.

Crescimento dos grupos

A Olympikus acompanha o avanço da corrida como fenômeno cultural, embora não organize running raves. Os eventos oficiais da modalidade cresceram 85% em 2025. Bianca Dallegrave, diretora-executiva de marketing da marca, afirma que os corredores buscam amigos, novas pessoas, experiências e o sentimento de pertencimento a grupos e comunidades.

Dados do relatório Year in Sport 2025, do Strava, mostram que os clubes esportivos da plataforma praticamente quadruplicaram no último ano e ultrapassaram 1 milhão de grupos ativos. A Geração Z lidera esse movimento e tem 75% mais chances do que as gerações anteriores de dizer que pratica atividade física motivada por provas e eventos.

Na avaliação de Louisa Wee, diretora-geral de marketing do Strava, o crescimento combina a valorização da saúde e do bem-estar com a busca por conexão. Para Luigi, as running raves ficam entre o entretenimento e o wellness: são treinos em que os participantes correm, dançam, cantam e dividem o esforço no mesmo espaço.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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