Ana Isabel de Carvalho Pinto propõe um roteiro de três dias por Praga, com paradas no Art Nouveau de Alphonse Mucha, na arquitetura cubista e em restaurantes que misturam tradição e inovação.
Primeiro dia: história e Art Nouveau
O passeio começa na Praça da Cidade Velha, diante do Relógio Astronômico, construído em 1410 e ainda em funcionamento. A sugestão é seguir de bonde pela linha 22, que sobe até o Castelo. A rede elétrica da cidade opera desde 1891.
À tarde, o destaque é o Museu Mucha, na Panská 7, com cartazes das fases parisiense e tcheca do artista. Em 1894, Mucha ganhou projeção em Paris com o cartaz de Gismonda, para Sarah Bernhardt. Anos depois, em 1918, desenhou símbolos oficiais da Tchecoslováquia.
O roteiro também passa pelo Obecní dům, pelo Národní muzeum, de 1891, e termina com jantar no Alma, comandado por Petr Židek e Michal Daněk.
Castelo, ópera e cozinha tcheca
No segundo dia, a indicação é atravessar a Ponte Carlos cedo e explorar Malá Strana. No Castelo de Praga, a Catedral de São Vito guarda um vitral assinado por Mucha em 1931. A caminhada segue por Nový Svět antes do almoço.
À noite, a Ópera Estatal, na Wilsonova 4, aparece como opção de programa. O jantar fica no U Kalendů, na Rašínovo nábřeží 383/58, restaurante que prepara carnes curadas e defumadas, pão próprio e pratos regionais.
Cubismo e arte contemporânea
O terceiro dia é dedicado à arquitetura cubista. A Casa da Madona Negra, na Celetná 34, foi projetada por Josef Gočár entre 1911 e 1912. No primeiro andar está o Grand Café Orient, apresentado como o único café cubista do mundo.
Em Holešovice, o DOX e a Vnitroblock entram no roteiro. Ana também recomenda observar as intervenções espalhadas pela cidade, como os bebês gigantes na Torre de Televisão de Žižkov, construída entre 1985 e 1992, e a escultura de Sigmund Freud na rua Husova.
Para a hospedagem, a indicação é o BoHo Prague, na Senovážná 4, em Nové Método. Ana Isabel resume a experiência dizendo: “Dá para avançar sem perder a doçura.”








