O sorvete sai do pote tradicional e aparece em combinações com caviar, wasabi, queijo de cabra, gergelim torrado, carne suína e ingredientes do Cerrado. No Dia do Sorvete, restaurantes de diferentes regiões do Brasil apresentam criações que tratam a sobremesa como parte da experiência gastronômica — e, em alguns casos, até do prato principal.
Do caviar ao wasabi
Em São Paulo, o Lavva, dedicado ao fogo, apresenta o Samhyang (R$ 55), com sorbet de melão, sorbet de cajá e sorvete de cumaru. A casa também oferece o Kokoneot (R$ 150), que combina sorvete de coco, baunilha do Cerrado e caviar Baeri.
No Leblon, no Rio de Janeiro, o San serve mousse assado de doce de leite com sorvete artesanal de wasabi (R$ 42). A criação do chef pâtissier Cesar Yukio usa o sabor marcante da raiz japonesa como contraponto ao doce. O endereço é a Rua Humberto de Campos, 827, Leblon, Rio de Janeiro.
Em Goiânia, uma gelateria trabalha com ingredientes do Cerrado e destaca o sorvete de clitória, uma PANC de tom azul intenso e sabor suave, quase herbáceo.
Sabores salgados e ingredientes brasileiros
No Baio Cozinha Sulista, W São Paulo, o confeiteiro Gilmar Ferreira prepara picolé de chimarrão com framboesa e pistache (R$ 62). A receita leva para a sobremesa o sabor da erva-mate, mantendo seu amargor característico.
O Zazá Bistrô Tropical, no Rio de Janeiro, serve berinjela com missô e melado acompanhada de sorbet vegano de tahine negro (R$ 71). O gergelim torrado acrescenta um travo amargo à composição.
Em Salvador, o chef Kaywa Hilton monta creme de mel com sorvete artesanal de boursin de cabra. O queijo é produzido pela Capril R.A, e o prato é finalizado com mel de abelha uruçu nordestina.
No 111 Music Bar, no Rio de Janeiro, o sorvete aparece no prato principal: a barriga de porco com sorvete de milho (R$ 47), do chef Menandro Rodrigues, combina a carne suína com a cremosidade adocicada do milho.
Criações com frutas, milho e cumaru
No Clandestina, restaurante da chef Bel Coelho na Vila Madalena, o Curau, coco, pipoca de amburana, sorbet de goiaba e milho crioulo custa R$ 45. A proposta valoriza ingredientes nativos, produtos locais e agroecológicos e pequenos produtores.
Em São Francisco Xavier, a Roscabanada (R$ 49), do chef Thiago Cerqueira, combina rosca artesanal dourada na manteiga, zabaione de cumaru e sorvete de leite queimado.








