O Chelsea venceu o Leeds por 6 a 3 nesta quarta-feira (9), em Stamford Bridge, e avançou às oitavas de final da Copa da Liga Inglesa. A classificação, porém, veio depois de uma atuação que voltou a expor a fragilidade defensiva da equipe de Xabi Alonso.
O Leeds abriu 2 a 0 no início do segundo tempo, depois de já ter levado vantagem para o intervalo. A resposta do Chelsea veio com a entrada de Cole Palmer, Morgan Rogers e Pedro Neto. Os três foram acionados no intervalo e mudaram o ritmo da partida, dando mais força ao ataque e ajudando na virada.
Defesa segue como problema
O Chelsea já sofreu dez gols em cinco jogos nesta temporada, somando Premier League e Copa da Liga Inglesa. Contra o Leeds, a equipe voltou a conceder espaços, marcou mal e terminou o jogo com três gols sofridos.
Alonso costuma trabalhar com uma linha de cinco defensores e três zagueiros, mas optou por uma formação com quatro jogadores na defesa e três no meio-campo. A mudança não corrigiu a insegurança sem a bola. O time continuou desconectado e teve dificuldade para controlar o adversário.
Valentin Barco marcou o quinto gol, mas não entregou a combatividade esperada no meio-campo. Malo Gusto foi improvisado no setor e esteve entre os piores em campo. Reggie Watson, de 16 anos, não comprometeu, mas também não conseguiu dar o controle que faltou à equipe.
Lacuna no meio-campo
A ausência de uma reposição para Enzo Fernández, vendido ao Manchester City no último dia do mercado, também pesa. A negociação com Lamine Camara, do Monaco, estava praticamente fechada, mas foi interrompida após uma reviravolta envolvendo Folarin Balogun e Erik Lira.
Sem tempo para buscar outra alternativa, o Chelsea terá de encontrar soluções dentro do próprio elenco até janeiro. A partida contra o Leeds mostrou que a falta de uma peça para essa função já afeta o desempenho em campo.
No ataque, o time segue com poder de decisão. Morgan Rogers voltou a ser importante, enquanto Cole Palmer mantém um início de temporada de alto nível. A entrada da dupla e de Pedro Neto acelerou as jogadas e aumentou a presença ofensiva.
A vitória confirmou que o Chelsea tem jogadores capazes de mudar uma partida rapidamente. Também reforçou, no entanto, o desequilíbrio entre a força para atacar e a insegurança para defender.








