Rio de Janeiro, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Direitos de transmissão também explicam avanço brasileiro na Libertadores
Foto: IMAGO/Pera Photo Press
Futebol

Direitos de transmissão também explicam avanço brasileiro na Libertadores

Valores de TV, mudanças no calendário e mais vagas na competição são apontados como fatores além dos patrocínios de apostas.

O futebol brasileiro ampliou sua vantagem continental em meio ao crescimento dos direitos de transmissão, à mudança no calendário da Libertadores e ao aumento do número de vagas do país. O Brasileirão movimenta R$ 3 bilhões por ano, enquanto a Copa do Brasil chegará a R$ 1 bilhão em 2027. Cerca de metade do valor da Libertadores é paga pela mídia brasileira.

Esse cenário foi apresentado como contraponto à nota de clubes e entidades que relacionou os patrocínios de casas de apostas à continuidade do futebol no país. A manifestação ocorreu diante da possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva restringir, total ou parcialmente, o funcionamento das bets online no Brasil.

O peso dos direitos de transmissão

A partir de 2017, a Libertadores passou a ser disputada durante todo o ano, e não praticamente apenas no primeiro semestre. O Brasil também ganhou mais vagas, enquanto empresas como Disney, Amazon, Google, Warner e Paramount passaram a disputar os direitos de transmissão na era do streaming.

As casas de apostas são importantes patrocinadoras das transmissões e uma eventual restrição também poderia afetar a mídia esportiva. Ainda assim, o aumento dos valores pagos pela televisão é apontado como fator decisivo para a distância aberta entre o futebol brasileiro e os demais países do continente.

Em 2026, apenas o Estudiantes aparece como tentativa de impedir o oitavo título consecutivo do Brasil na Libertadores. Se o time argentino perder para o Flamengo na semifinal, Flamengo, Fluminense ou Palmeiras formarão a terceira final 100% brasileira seguida e a sexta em oito anos. River Plate, em 2019, e Boca Juniors, em 2023, foram os únicos clubes a interromper o domínio brasileiro nas semifinais nesse período.

Patrocínio não é a única saída

A avaliação é que uma posição mais equilibrada poderia tratar do futuro do futebol brasileiro sem apresentar os clubes pequenos como dependentes da permanência das apostas. Esses times foram lembrados em discursos durante a pandemia e no debate sobre a proibição das bets, mas também costumam ser tratados pelos grandes como um problema de calendário.

A reação nas redes sociais às notas oficiais dos clubes foi descrita como contrária à defesa das casas de apostas. Comentários criticaram tanto as bets quanto a postura das equipes.

A história recente do futebol brasileiro registra outras fontes de financiamento. A Coca-Cola teve papel importante na Copa União de 1987. Nos anos 1990, Parmalat, Banco Excel Econômico e outras parcerias participaram de contratações. Nos anos 2010, bancos e a Caixa ganharam espaço. A avaliação é que o futebol não precisa tratar o modelo atual de patrocínio como sua última alternativa de receita.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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