A permanência de Endrick no Real Madrid ainda não está garantida para o restante da temporada. Mesmo com o apoio de José Mourinho, o atacante terá a situação analisada novamente antes de janeiro, e um novo empréstimo segue entre as possibilidades.
O brasileiro foi relacionado pela primeira vez em 2026/27 para um jogo oficial do clube, mas não entrou na vitória sobre a Internazionale pela Champions League. A falta de sequência preocupa pessoas próximas ao jogador, especialmente diante da disputa por espaço no setor ofensivo.
Mourinho foi decisivo para que Endrick não fosse negociado na última janela. No fim de agosto, o técnico afirmou que não queria liberar o camisa 9, apesar das sondagens de Roma e Aston Villa.
— Eu não quis negociá-lo porque gosto dele — garantiu o português.
Concorrência no ataque
Endrick completa seu terceiro ano no Santiago Bernabéu desde a contratação junto ao Palmeiras, em uma negociação de até 60 milhões de euros, cerca de R$ 357,8 milhões na cotação atual. A ideia inicial era mantê-lo no elenco para 2026/27, após a saída de Gonzalo García para o Fulham.
A disputa, porém, ganhou Carlos Espí, contratado pelo Real Madrid junto ao Levante. O espanhol foi escolhido para oferecer mais força física e presença no jogo aéreo, características associadas a Joselu, que teve papel importante nas conquistas da Europa e de LaLiga em 2023/24.
Endrick e Espí tiveram momentos de destaque na pré-temporada. Uma fadiga muscular do ex-jogador do Palmeiras, no entanto, ajudou o camisa 19 a começar a temporada em vantagem. Espí marcou o gol da vitória sobre o Espanyol.
Histórico recente
Na temporada passada, Endrick perdeu espaço com Xabi Alonso e foi cedido ao Lyon. Na França, ganhou minutos, marcou gols e deu assistências. O desempenho também rendeu uma convocação para a seleção brasileira para a Copa do Mundo.
O atacante de 20 anos já havia enfrentado dificuldades físicas. Uma lesão na coxa o tirou do Mundial de Clubes, enquanto Gonzalo García se destacou na ausência de Kylian Mbappé. Depois, um novo problema o deixou fora de ação até meados de setembro passado e fez o brasileiro cair para a 3ª opção.
Mourinho pretende utilizá-lo como centroavante ou ponta-direita, mas Endrick ainda precisaria superar a concorrência de Mbappé, Espí, Yan Diomandé e Brahim Díaz. Rodrygo, em recuperação de uma grave lesão no joelho, também pode atuar pelo lado direito quando voltar, em 2027.
A função de ponta não é a posição de origem do brasileiro, que teria de assumir responsabilidades defensivas. Apesar das dúvidas no clube, Carlo Ancelotti o convocou para amistosos da Seleção contra Austrália e Índia. A disputa por espaço também pesa na preparação para o Mundial de 2030.








