O jornalista e comentarista Claudio Carsughi morreu nesta quinta-feira, 10, aos 93 anos, depois de passar 27 dias internado por causa de uma infecção respiratória. A informação foi divulgada por sua filha, Claudia Carsughi. Ainda não foram divulgados detalhes sobre o velório e o sepultamento.
Em um vídeo publicado no Instagram, Claudia afirmou: “Meu pai acabou de partir depois de 27 dias lutando contra uma infecção respiratória.”
Carreira no jornalismo
Nascido em Arezzo, na Itália, em 13 de outubro de 1932, Carsughi passou a infância em Florença, onde surgiu sua paixão pelo futebol e pela Fiorentina. Ele chegou ao Brasil com a família em 1946, depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Em São Paulo, estudou no Colégio Dante Alighieri e se formou em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
A entrada no jornalismo aconteceu aos 16 anos, como correspondente do jornal italiano Corriere dello Sport. Nessa função, participou da cobertura da Copa do Mundo de 1950, disputada no Brasil. Também escreveu para Calcio e Ciclismo Illustrato, Tuttosport e La Stampa.
Em 1957, começou uma trajetória de quase seis décadas no rádio. Trabalhou na Jovem Pan, então Rádio Panamericana, até 2015, e também passou pelas rádios Bandeirantes e Record. Pela Jovem Pan, cobriu cinco Copas do Mundo seguidas: 1970, 1974, 1978, 1982 e 1986.
Carsughi também teve atuação marcante no automobilismo. Foi responsável técnico da revista Quatro Rodas entre 1974 e 1990, editor executivo da Oficina Mecânica e fundador da Auto&Técnica. Acompanhou o crescimento da indústria automobilística brasileira e comentou Fórmula 1.
Na televisão, participou do Linha de Passe, da ESPN Brasil, e trabalhou no SporTV. Em 2015, passou a integrar as equipes da Rádio Nacional e da TV Brasil, com comentários sobre futebol, Fórmula 1 e motociclismo. Conhecido como “Mestre Carsughi”, foi lembrado pelo comentarista Leonardo Bertozzi como “um gigante que dignifica nossa profissão”.









