Claudio Carsughi morreu na quinta-feira, 10, aos 93 anos, em decorrência de uma infecção respiratória. Nascido em Arezzo, na Itália, ele construiu uma carreira de décadas no jornalismo esportivo do Brasil e do país europeu.
Formado em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Carsughi começou cedo no jornalismo. Aos 16 anos, foi contratado como correspondente pelo jornal italiano “Corriere dello Sport” e cobriu a Copa do Mundo de 1950, disputada no Brasil e vencida pelo Uruguai.
Ele também foi correspondente da revista “Calcio e Ciclismo Ilustrado” e dos jornais “Tuttosport” e “La Stampa”. No Brasil, trabalhou durante quase seis décadas na Rádio Panamericana, que depois passou a se chamar Jovem Pan. Deixou a emissora em 2015.
Futebol e automobilismo
Pela Jovem Pan, Carsughi cobriu cinco Copas do Mundo, entre 1970 e 1986. Suas principais paixões eram o futebol e o automobilismo. O jornalista comentou provas de Fórmula 1 durante anos e também trabalhou com futebol, Fórmula 1 e motociclismo na Globo.
Na revista “Quatro Rodas”, atuou como responsável técnico. Também foi editor-executivo da “Oficina Mecânica” e fundou a “Auto&Técnica”. Ao longo da carreira, passou ainda pela ESPN Brasil, no programa “Linha de Passe”, e pelo SportTV.
Em 2015, aos 83 anos, Carsughi trabalhou na Rádio Nacional e na TV Brasil. Ele também morou em Florença e era torcedor da Fiorentina.
Conhecido como “Mestre Carsughi”, o jornalista foi descrito pelo comentarista Leonardo Bertozzi como “um gigante que dignifica nossa profissão”.








