A permanência de Igor Paixão no Olympique de Marseille quase provocou uma ruptura entre o técnico Bruno Genesio e a direção do clube. O atacante brasileiro esteve perto de se transferir para o Sunderland, mas continuou na França depois de uma disputa interna que avançou até o fim da janela de transferências.
Genesio e o diretor esportivo Grégory Lorenzi trabalharam pela continuidade do jogador de 26 anos. A gestão do Marseille avaliava negociar Paixão para tentar recuperar e valorizar os 30 milhões de euros investidos em sua contratação há um ano, a maior da história do clube.
O técnico afirmou que considera o brasileiro importante para o setor ofensivo e disse esperar que a atuação para mantê-lo não tenha causado mágoa. “Era um dos jogadores muito importantes que eu queria manter”, declarou Genesio. Ele também contou que a situação de Paixão foi especialmente tensa.
A equipe perdeu Mason Greenwood e Pierre-Emerick Aubameyang, que seguiram para Fenerbahçe e Deportivo De A Coruña. Com essas saídas, Igor Paixão passou a ser visto por Genesio como uma peça capaz de oferecer talento dentro da área adversária.
— Podemos fazer tudo muito bem até a entrada da área adversária, mas, dentro da área adversária, o que muitas vezes faz a diferença é o talento — explicou o treinador. Segundo ele, o elenco também não tem grande quantidade de jogadores experientes e consolidados no ataque.
Direção chegou ao limite
Igor Paixão não tentou forçar a saída, apesar do sonho de atuar na Premier League. O jogador aceitou continuar no Marseille e, após o encerramento da janela, recuperou o bom humor.
O presidente do clube, Stéphane Richard, afirmou que as conversas entre a direção e Genesio chegaram perto do ponto de ruptura. O treinador defendia a permanência do brasileiro, enquanto Frank McCourt, dono americano do Marseille, apoiava a venda.
Richard disse que Genesio não ameaçou pedir demissão nem fez chantagem durante o período de negociações. “Ele transmite uma sensação de calma, seriedade, e é ambicioso, muito inteligente”, afirmou o presidente.
O Marseille começou a Ligue 1 com uma vitória e duas derrotas. Paixão participou de dois jogos e ainda não foi decisivo. O time volta a campo na próxima sexta-feira (11).








