O Olympique de Marseille precisou reduzir a folha salarial para confirmar sua participação na Liga Europa. O clube chegou a avaliar a possibilidade de renunciar à vaga, mas decidiu disputar a competição e negociou jogadores importantes do elenco.
A equipe terminou a Ligue 1 em quinto lugar em 2025/26, a um ponto do Lyon, que ficou com uma vaga na fase preliminar da Champions League. A classificação para o principal torneio europeu era vista como uma forma de garantir receitas maiores. Na temporada anterior, o Olympique disputou a fase de liga da Champions, mas não avançou ao mata-mata após três vitórias em oito jogos.
A vaga na Liga Europa representa uma receita menor. Por isso, a Uefa analisou as contas do clube antes de autorizar sua participação. Pelas regras de Fair Play Financeiro, as equipes precisam respeitar limites entre entradas e saídas do caixa para inscrever atletas e disputar Champions League, Liga Europa e Conference League.
Saídas para aliviar a folha
Para se adequar às exigências, o Olympique negociou algumas de suas principais peças. Mason Greenwood, Facundo Medina e Geromino Rulli deixaram o clube antes do início da temporada. A permanência na Liga Europa também dificultou a montagem do elenco, já que o time não conseguiu contratar reposições para melhorar seu desempenho.
Grégory Lorenzi, diretor esportivo do Olympique, explicou que uma venda isolada não seria suficiente para abrir espaço para novas contratações. “Mesmo que vendamos um jogador, não teremos permissão para registrar uma contratação”, afirmou.
O clube também consideraria recusar uma vaga na Conference League caso terminasse a Ligue 1 fora da zona de classificação para a Liga Europa. Nesse cenário, a equipe evitaria a pressão de negociar jogadores importantes durante uma janela para cumprir as exigências financeiras.
Igor Paixão ficou perto de sair
Igor Paixão recebeu propostas do Sunderland e conversou sobre uma transferência para a Premier League. A oferta pelo atacante girava em torno de 35 milhões de euros (cerca de R$ 210 milhões), valor próximo ao que o Olympique havia pago para contratá-lo junto ao Feyenoord.
A saída não foi concluída porque o clube francês não encontrou uma reposição. Bruno Genésio, técnico da equipe, lamentou a possibilidade de perder o atacante, que havia se destacado em pouco mais de 12 meses no time. “Era um dos jogadores muito importantes que eu queria manter”, disse.
Neste início de temporada, o Olympique tem apenas uma vitória na Ligue 1 e ocupa a 13ª posição após quatro rodadas. O triunfo aconteceu na estreia, contra o Strasbourg. Depois, a equipe perdeu para Rennes, Paris FC e Mônaco, comandado por Filipe Luís.
O retorno à Liga Europa acontece nesta quinta-feira (17), contra o Besiktas, pela primeira fase da competição europeia.








