Rio de Janeiro, Domingo, 27 de setembro de 2026
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Contrato de Haaland expõe o impacto da decisão contra o Manchester City
Foto: IMAGO/APL/Alexandra Fechete
Futebol

Contrato de Haaland expõe o impacto da decisão contra o Manchester City

Painel independente considerou o clube culpado em 114 de 115 acusações, mas a punição ainda não foi definida.

A renovação de Erling Haaland até 2034 ganhou novo peso depois que um painel independente considerou o Manchester City culpado em 114 das 115 acusações financeiras analisadas pela Premier League. O contrato de nove anos e meio foi assinado em janeiro de 2025, enquanto o clube ainda aguardava o resultado do processo.

Na época, Haaland afirmou que não havia levado em conta possíveis consequências de uma derrota judicial antes de fechar o acordo. O atacante disse confiar no planejamento do Manchester City, interpretação também apresentada por Guardiola como sinal de segurança no projeto. Não há indicação de que o contrato seja automaticamente alterado por uma eventual punição.

A decisão não encerra o caso. A sanção ainda precisa ser definida, há outras etapas no processo e o Manchester City deve recorrer. A Premier League não confirmou publicamente o conteúdo do veredito.

O que está em jogo

Entre as possibilidades mencionadas estão uma grande dedução de pontos e a perda de títulos conquistados no período. Também podem surgir disputas judiciais de outros clubes que entendam ter sofrido prejuízos relacionados às supostas irregularidades. Qualquer previsão sobre rebaixamento, perda de troféus ou mudanças no elenco, porém, ainda seria prematura.

A audiência independente durou 12 semanas e terminou em dezembro de 2024. O procedimento começou após a apresentação de 115 acusações, em fevereiro de 2023. Desde então, o resultado não havia sido divulgado publicamente.

O clube sustenta que o processo continua em andamento e que ainda existem elementos importantes a concluir. A posição apresentada desde fevereiro de 2023 foi mantida, junto com questionamentos sobre a independência e a imparcialidade da Premier League.

A origem do caso remonta a 2018, quando documentos publicados levantaram dúvidas sobre o financiamento de determinadas operações do Manchester City. O clube negou irregularidades. Em 2020, a Uefa havia aplicado uma suspensão de duas temporadas das competições europeias por violações ligadas ao fair play financeiro, mas o Tribunal Arbitral do Esporte anulou a exclusão e reduziu a multa.

O processo da Premier League, no entanto, é conduzido pela própria liga inglesa e abrange um período maior e um conjunto mais amplo de acusações. Enquanto a análise avançava, o Manchester City continuou contratando, renovando vínculos e disputando títulos. Agora, com a decisão sobre as acusações conhecida, o clube terá de planejar os próximos passos sem saber ainda qual será a punição final.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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