O Manchester City foi considerado culpado em 114 das 115 acusações apresentadas pela Premier League por violações financeiras. O clube reagiu nesta terça-feira com uma nota oficial, declarou “decepção e surpresa” e afirmou que vai recorrer por todas as vias regulatórias e jurídicas disponíveis.
A comissão independente responsável pelo caso concluiu que o City usou contratos fictícios com parceiros comerciais e acordos fraudulentos. De acordo com a Premier League, essas práticas inflavam artificialmente as receitas e reduziam os custos do clube, ocultando sua situação financeira real.
O mecanismo de financiamento encoberto foi avaliado em mais de 900 milhões de libras, cerca de R$ 5,85 bilhões na cotação atual. Richard Masters, diretor executivo da Premier League, afirmou que a decisão detalha violações sistemáticas das regras durante quase uma década.
Na própria manifestação, o Manchester City sustentou ser “inocente das acusações feitas pela Premier League” e disse ter um conjunto abrangente de evidências. O clube também alegou que o processo ainda tem elementos significativos incompletos e apontou erros materiais na decisão, além de questionar a condução da liga sob o argumento de que não houve atuação independente, imparcial e justa.
Próximos passos
As punições serão analisadas em um processo separado. O prazo para o Manchester City apresentar recurso termina em 2 de outubro. Entre as possibilidades estão multa, dedução de pontos e expulsão da Premier League, mas nenhuma medida foi confirmada.
O caso também ocorre enquanto o clube investiu cerca de 450 milhões de libras, aproximadamente R$ 2,9 bilhões, em sete contratações nesta janela. Entre os reforços estão Elliot Anderson, Enzo Fernández e Ayyoub Bouaddi, de 18 anos, contratado junto ao Lille.
O City lidera o Campeonato Inglês com 100% de aproveitamento após cinco rodadas. O próximo compromisso será em 11 de outubro, contra o Liverpool, em Anfield.








