Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
United começa temporada com dúvidas sobre reação de Carrick
Foto: Mark Pain/Imago
Futebol

United começa temporada com dúvidas sobre reação de Carrick

Quatro pontos em quatro jogos reacendem questões sobre a identidade tática, a gestão das vantagens e a profundidade do elenco.

A campanha do Manchester United na nova temporada recolocou em pauta os limites do trabalho de Michael Carrick. Em quatro partidas, o time somou quatro pontos: venceu o Ipswich, perdeu para o Hull City e para o Manchester City e empatou por 2 a 2 com o Everton.

O resultado contra o City expôs um dos principais problemas. O United teve vantagem numérica por 67 minutos após a expulsão de Phil Foden, aos 23 minutos, mas conseguiu apenas três finalizações nesse período. A equipe não encontrou caminhos para atacar um adversário recuado, com pouca amplitude, movimentação insuficiente e falta de urgência.

Carrick reconheceu o momento após o clássico: “Quatro pontos em quatro jogos está abaixo do esperado.”

Vantagens que não viram vitória

O empate com o Everton também aumentou a pressão. O United abriu o placar duas vezes, com Bryan Mbeumo e Benjamin Sesko, mas sofreu o 2 a 2 nos minutos finais. A equipe recuou, perdeu organização e permitiu a reação. As substituições demoraram, enquanto a postura e as instruções não foram claras.

Esse padrão já havia aparecido na temporada passada. O time de Carrick mostrou força em partidas abertas e rápidas, mas teve dificuldades para controlar o resultado quando precisou administrar a vantagem.

A temporada que mudou de cenário

Na temporada passada, Carrick assumiu o United em janeiro, quando o clube já estava fora da Copa da Inglaterra, da Copa da Liga Inglesa e das competições europeias. Com apenas a Premier League no calendário, o treinador teve mais tempo para preparar a equipe.

Em 17 jogos, o United saiu da 15ª colocação para o terceiro lugar e somou 39 pontos, o maior total da Inglaterra no período. A nova temporada, porém, inclui a Champions League. O clube venceu o Sabah por 4 a 0 no meio de semana, mas terá mais de 20 jogos adicionais pela frente.

Rodízio, profundidade do elenco e controle da carga física passaram a ter peso maior. Youri Tielemans e Andrey Santos chegaram para ajudar no meio-campo, mas Bruno Fernandes continua sendo a principal referência criativa e também aparece ligado a fragilidades estruturais.

Quatro jogos ainda representam uma amostra pequena, e o elenco tem talento. Mesmo assim, as dúvidas sobre identidade tática, controle das partidas, dependência de um jogador e capacidade de suportar um calendário cheio permanecem em Old Trafford.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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