Kylian Mbappé mudou o padrão das parcerias entre jogadores e fabricantes de material esportivo. Em setembro de 2026, o francês deixou a Nike e passou a liderar a entrada da suíça On no futebol, em um acordo que combina pagamento e participação acionária na empresa. Os valores não foram divulgados.
Um modelo diferente
A On também colocou Thierry Henry como diretor de futebol e trabalha para lançar seus primeiros produtos específicos para a modalidade em 2027. A estrutura da parceria de Mbappé inclui remuneração financeira e participação acionária, em uma fórmula parecida com a adotada pela marca com Roger Federer no tênis.
As cifras atribuídas ao acordo são estimativas e podem mudar conforme bônus, royalties, cláusulas comerciais e termos que não foram divulgados. A proposta se distancia dos contratos baseados apenas em pagamentos anuais e pode ligar diretamente o atleta ao crescimento da fabricante.
Os maiores acordos
Antes de Mbappé, David Beckham ajudou a ampliar o peso comercial dos jogadores. Em 2003, relatos apontaram que o inglês poderia receber mais de 160,8 milhões de dólares em um contrato vitalício com a Adidas, além de cerca de 80 milhões de dólares pagos inicialmente e participação em receitas de produtos associados a seu nome. A empresa negou, naquele momento, que estivesse negociando um novo vínculo vitalício. Por isso, o valor é tratado como uma cifra divulgada na época, não como confirmação oficial.
Cristiano Ronaldo assinou com a Nike, em 2016, um vínculo descrito como vitalício. A projeção mais conhecida chega a até 1 bilhão de dólares, mas a empresa não detalhou publicamente todos os termos. O valor representa uma estimativa de longo prazo, e não necessariamente um pagamento único ou garantido.
Lionel Messi estendeu sua relação com a Adidas em 2017, em um contrato considerado vitalício. Os termos não foram divulgados oficialmente. Estimativas colocaram seus ganhos anuais acima de 12 milhões de dólares, com projeções ainda maiores.
Trocas e contratos de longo prazo
Neymar deixou a Nike depois de aproximadamente 15 anos e acertou com a Puma em setembro de 2020. Relatos apontaram remuneração próxima de 30,8 milhões de dólares por temporada, transformando o brasileiro em um dos principais rostos globais da marca.
Erling Haaland voltou à Nike em 2023, após um período usando modelos de diferentes fabricantes. As estimativas para o contrato variam entre 20 a 24 milhões de dólares por temporada. Mantidos durante uma década, esses valores poderiam alcançar entre 200 a 240 milhões de dólares.
Com Mbappé, a disputa entre Nike, Adidas, Puma e On ganha uma estrutura em que o jogador não aparece apenas como garoto-propaganda, mas também pode participar do resultado da empresa que representa.








