Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Paulo Otávio conta como Glasner transformou seu jogo e orienta brasileiros do Forest
Foto: IMAGO/Noah Wedel
Futebol

Paulo Otávio conta como Glasner transformou seu jogo e orienta brasileiros do Forest

Lateral relembra passagem pelo Wolfsburg, a influência do treinador e o conselho para Murillo, Jair Cunha e Igor Jesus.

Aos 31 anos, Paulo Otávio vê Oliver Glasner como o treinador que mais influenciou sua carreira. No Al-Sadd, o lateral relembra como deixou a Tombense rumo à segunda divisão austríaca, evoluiu no Wolfsburg e passou a interpretar a posição de outra maneira.

A decisão foi tomada quando ele tinha 21 anos. Paulo recebia cerca de R$ 6 mil na Tombense e via o Campeonato Mineiro como uma chance de chamar a atenção de um clube maior. Caso não conseguisse, planejava voltar para casa e estudar. A proposta do LASK mudou o caminho.

Antes mesmo de estrear, o brasileiro quis entender como Glasner trabalhava. A resposta que recebeu apontava para pressão, intensidade e dedicação. Paulo, acostumado a atuar como um ponta, ouviu do treinador que deveria manter sua característica ofensiva, mas também compreender o que o sistema exigia.

“Confiança é tudo na vida de um jogador”, resumiu o lateral ao lembrar a relação construída com o técnico.

Do LASK ao Wolfsburg

Paulo participou da campanha que levou o LASK à primeira divisão austríaca em 2016/17. Depois, foi para o Ingolstadt e manteve contato com Glasner, que assumira o Wolfsburg. Quando o Ingolstadt caiu para a terceira divisão, o treinador procurou o brasileiro e o convidou para a equipe alemã.

O reencontro foi oficializado em 2019, com um contrato de quatro anos. No Wolfsburg, Paulo passou a estudar os movimentos defensivos com mais atenção. Glasner usava vídeos, explicava os espaços e cobrava que cada jogador entendesse sua função sem depender de um companheiro para corrigir seu posicionamento.

A equipe terminou a Bundesliga 2020/21 na quarta colocação e garantiu vaga na Champions League. Paulo também destaca a disposição do treinador para apostar em jovens preparados, como Omar Marmoush, que depois o acompanhou no Eintracht Frankfurt.

O recado para os brasileiros

Glasner assumiu o Nottingham Forest em 2026 e encontrou no elenco Murillo, John, Jair Cunha e Igor Jesus. Paulo acredita que os brasileiros precisarão absorver rapidamente o nível de cobrança do técnico, que já utiliza uma linha de três defensores na pré-temporada, com Jair e Murillo entre os titulares.

“Ele vai soar como um cara muito chato, porque ele é muito exigente”, afirmou Paulo. Para o lateral, a exigência faz parte do processo e pode ajudar os jogadores no longo prazo.

Além de Glasner, Paulo trabalhou com Mark van Bommel e Niko Kovac no Wolfsburg. No Al-Sadd, teve Roberto Mancini como treinador e divide o vestiário com Roberto Firmino e Claudinho. O brasileiro considera Claudinho o jogador mais talentoso com quem atuou e avalia que escolhas de carreira podem envolver dinheiro, fama e protagonismo em momentos diferentes.

O sonho de jogar no Brasil

Paulo nunca disputou a Série A e ainda gostaria de defender um grande clube brasileiro. A família é dividida entre Corinthians e São Paulo, mas uma volta ao país também exigiria avaliar a segurança dos três filhos e a mudança na rotina familiar.

Mesmo depois de mais de uma década longe do Brasil, o lateral diz que continua realizando sonhos iniciados quando era criança. A trajetória começou na Tombense e passou pela Áustria, pela Alemanha e pelo Catar antes de chegar ao momento atual no Al-Sadd.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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