Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Real Madrid precisa abrir o jogo para equilibrar Mbappé e Vinícius
Futebol

Real Madrid precisa abrir o jogo para equilibrar Mbappé e Vinícius

A concentração das jogadas pela esquerda expõe o time e coloca José Mourinho diante de escolhas para reorganizar o ataque.

A dependência do Real Madrid pelo lado esquerdo tem deixado o time previsível. A presença simultânea de Kylian Mbappé e Vinícius Junior na faixa cria um congestionamento que reduz as opções ofensivas e facilita a marcação dos adversários.

O problema voltou a aparecer nos dois jogos antes da pausa para a Data Fifa. Na vitória por 3 a 2 sobre o Elche, os atacantes ocuparam regiões muito próximas no posicionamento médio. No clássico contra o Atlético de Madrid, perdido por 2 a 1, a sobreposição se repetiu. A equipe também voltou a cair de intensidade no 2º tempo, comportamento observado desde o início da temporada.

Vinícius é ponta-esquerda de origem e ocupa o setor desde o trabalho de Carlo Ancelotti, que o levou à disputa pela Bola de Ouro em 2023/24. Mbappé, por sua vez, costuma deixar a área para buscar o jogo pela esquerda desde que chegou ao Santiago Bernabéu na temporada seguinte.

O efeito no ataque

Quando o francês se aproxima do espaço de Vinícius, o centro da área fica sem uma referência clara. O restante da estrutura precisa se deslocar para a esquerda, e os adversários conseguem fechar o bloco com mais eficiência. Com menos espaço, os duelos individuais se tornam a principal saída para o Real Madrid avançar.

A concentração também enfraquece o lado direito. Brahim Díaz e Arda Güler, que já atuaram por ali com Mourinho, costumam cortar para dentro. Jude Bellingham aparece como opção surpresa vindo de trás, mas a movimentação dos jogadores para compensar o desequilíbrio aumenta a previsibilidade da equipe.

Contra adversários de nível inferior, Carlos Espí tem sido usado como solução emergencial. O centroavante oferece imposição física e força no jogo aéreo, além de ter marcado gols decisivos ao cumprir funções semelhantes às de Mbappé quando o francês se movimenta livremente. Diante de rivais mais competitivos, porém, a falta de força pela direita pesa mais.

Trocar os atacantes não basta

Colocar Vinícius centralizado e Mbappé na esquerda seria uma alternativa, já que o brasileiro já atuou pelo centro na seleção brasileira e no Real Madrid. A mudança, no entanto, criaria outro problema para Mourinho: a recomposição defensiva do francês.

Mbappé evoluiu nas pressões em linhas altas desde à Copa do Mundo, tentando desarmar o jogador com a bola ou interceptar passes na saída adversária. Na ponta, porém, teria de correr para trás quando o rival atacasse pelo setor. Exigir dele o trabalho de auxiliar de lateral causaria um desgaste físico maior, enquanto liberá-lo da recomposição abriria espaço para os adversários.

As opções para Mourinho

Uma das respostas passa por Yan Diomandé, ponta que avança em velocidade até a linha de fundo e busca o drible em situações de 1 x 1. A ambidestria do marfinense pode ajudar a dar ao lado direito uma ameaça parecida com a oferecida por Vinícius.

Contra o Elche, Federico Valverde lançou Diomandé nas costas da defesa no lance do segundo gol. O camisa 25 cruzou rasteiro para Mbappé finalizar perto da marca do pênalti, em uma jogada que mostrou como a amplitude pela direita pode abrir a defesa adversária.

Outra possibilidade é limitar os deslocamentos de Mbappé e priorizar sua presença no centro, onde ele pode finalizar ou liberar espaço para os pontas. A alternativa mais drástica seria deixar um dos dois atacantes no banco. A decisão, porém, envolve o peso midiático dos jogadores, uma possível reação de desagrado e o ambiente do vestiário.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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