John Terry acredita que Estêvão pode deixar em breve o papel de opção no banco e conquistar um lugar frequente entre os titulares do Chelsea. O ex-capitão do clube vê potencial no brasileiro, mesmo com a concorrência e a indefinição sobre a função do atacante no início do trabalho de Xabi Alonso.
A participação mais recente ocorreu no empate por 2 a 2 com o Hull City, no último sábado (12). Estêvão entrou aos 86 minutos, no lugar de Pedro Neto. Foi a terceira aparição do brasileiro na Premier League nesta temporada, sempre saindo do banco.
Pedro Neto aparece à frente na disputa pela ala direita, enquanto Estêvão ainda busca uma posição mais próxima das características que o fizeram se destacar no futebol brasileiro. A situação aumentou a preocupação do atacante com a possibilidade de ter poucos minutos e ser deslocado para uma função diferente sob o comando de Alonso.
Terry, no entanto, entende que o momento faz parte da adaptação. Para o ex-zagueiro, Estêvão pode ser utilizado em períodos curtos até ganhar ritmo e espaço no elenco.
O inglês também destacou a evolução física do atacante após uma lesão muscular que o deixou afastado dos gramados por cerca de três meses. Terry afirmou que o brasileiro está mais forte e pode ser uma alternativa importante durante os jogos, especialmente em entradas de 10 ou 15 minutos.
“Gosto muito dele. Empolgante, forte, tem muito potencial”, disse Terry. O ex-capitão também ressaltou a velocidade, a força e a agressividade de Estêvão, além da expectativa pela carreira do jogador em Stamford Bridge.
Cole Palmer e Morgan Rogers ocupam posições importantes no desenho de Alonso, enquanto Pedro Neto ganhou espaço pela direita. Ainda assim, a temporada tem um calendário longo, e mudanças táticas, desgaste, lesões ou queda de rendimento podem abrir novas oportunidades para o brasileiro.
Terry acredita que Estêvão pode ir além de simplesmente atuar mais. Na visão do ídolo do Chelsea, o atacante tem características para conquistar uma vaga e depois se tornar difícil de retirar da equipe.
“Acho que ele é aquele tipo de jogador que, quando volta para o time, consolida seu lugar e depois tem dificuldade para ser sacado ou retirado do time”, afirmou.
O brasileiro tem como principais armas a velocidade, a aceleração, o um contra um e a capacidade de atacar espaços com a bola dominada. Para Terry, esses atributos podem ganhar valor à medida que Estêvão se adapte à intensidade da Premier League. Até agora, porém, Alonso tem administrado sua utilização em participações curtas.








