Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Polícia investiga demora em parto após morte de gestante e gêmeos em Goiás
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Polícia investiga demora em parto após morte de gestante e gêmeos em Goiás

Delegado apura possível negligência e vai analisar prontuários, perícias e depoimentos sobre o atendimento em Porangatu e Uruaçu.

A Polícia Civil investiga se a demora na realização do parto contribuiu para a morte de Adriana Inácio Silva e dos dois filhos gêmeos, após atendimentos iniciados em Porangatu. O delegado Luciano Santos afirmou que o momento do procedimento é o principal ponto da apuração.

Adriana tinha histórico de hipertensão e foi atendida no Hospital Municipal de Porangatu antes de ser transferida para o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu. Durante uma cesariana de emergência, um dos bebês foi retirado sem vida. O outro nasceu vivo, mas morreu depois de permanecer internado na UTI Neonatal. Adriana também morreu após o procedimento.

A investigação ainda está em fase inicial. A polícia vai verificar se havia justificativa clínica para que o parto não fosse realizado antes e se a conduta adotada foi adequada ao quadro da paciente. Nenhuma responsabilidade foi definida até o momento.

Prontuários e depoimentos

Os prontuários médicos serão submetidos a perícia para reconstruir a sequência dos atendimentos, avaliar as condições clínicas de Adriana e verificar se uma intervenção anterior poderia ter alterado o desfecho. Também serão analisadas a possibilidade de eclâmpsia e a ocorrência da síndrome de HELLP.

“Precisamos saber se tem uma causa médica justificada”, afirmou Luciano Santos. Segundo o delegado, sem uma justificativa médica razoável, a investigação poderá avaliar eventual responsabilização por homicídio culposo ou doloso com dolo eventual, conforme as circunstâncias.

Os primeiros depoimentos devem ser prestados por familiares. Depois, a polícia pretende ouvir médicos e outros profissionais envolvidos no atendimento.

A família questiona a assistência recebida no Hospital Municipal de Porangatu. Jéssica Karolayne, uma das filhas de Adriana, relatou que a mãe procurou a unidade com dores, enjoo e outros sintomas, permaneceu internada durante três dias e teria recebido alta com suspeita de infecção urinária, apesar de não apresentar melhora.

Adriana voltou ao serviço de saúde após perceber que não sentia os movimentos dos bebês. Conforme as informações da unidade estadual, ela chegou em estado grave e com forte suspeita de morte de um dos fetos. A cesariana foi realizada em caráter de emergência. A paciente morreu na quinta-feira, 10, e a causa da morte do segundo bebê não foi detalhada.

Há divergência sobre a idade de Adriana. O delegado mencionou 41 anos, enquanto informações fornecidas anteriormente pela família apontam 43 anos. A idade deverá ser confirmada por documentos.

Outras apurações

Luciano Santos também confirmou a existência de outro inquérito sobre uma suspeita de negligência no Hospital Municipal de Porangatu. Nesse caso, uma mulher teria recebido medicação e sido liberada. Depois, retornou com sintomas, mas uma possível infecção não teria sido identificada. Ela morreu após desenvolver sepse generalizada.

O delegado disse que há informações sobre a participação de um médico em outros episódios semelhantes, mas ressaltou que essa possível relação ainda será investigada.

A Secretaria Municipal de Saúde de Porangatu abriu uma sindicância administrativa e cobrou do Instituto Alcance Gestão em Saúde (IAGS), responsável pela administração do hospital, documentos e esclarecimentos sobre o atendimento.

O instituto afirmou que Adriana não morreu no Hospital Municipal de Porangatu, mas em outra unidade de saúde. Também declarou confiança na equipe do hospital e disse que a unidade atende demanda de urgência e emergência de moradores de Porangatu e de pacientes encaminhados por outros municípios da região.

As investigações policial e administrativa, além das perícias médicas, deverão esclarecer se houve atraso injustificado no parto ou em outra intervenção e se uma conduta diferente poderia ter evitado as mortes.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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