Um ataque rebelde destruiu, na quinta-feira (3), o acampamento Moçambique Wild Adventures, ligado ao técnico português Carlos Queiroz, no norte de Moçambique. A ofensiva deixou ao menos uma pessoa morta e levou mais de 2 mil moradores a um centro de acolhimento.
O local fica na Reserva Florestal do Niassa. Durante a ação, os rebeldes saquearam o acampamento e colocaram fogo em veículos, residências, um centro de saúde e um posto policial. Algumas viaturas também foram roubadas. As autoridades ainda avaliam os prejuízos, e o acampamento permanece sem comunicação com o exterior.
Três turistas dos Estados Unidos conseguiram deixar a área em segurança, mas perderam passaportes e dinheiro durante o saque. Cerca de 15 funcionários se esconderam em uma região de mata.
O investimento relacionado ao acampamento chega a US$ 3,5 milhões (R$ 17,4 milhões), acumulados ao longo de mais de uma década. A estimativa foi divulgada pela imprensa portuguesa.
Avanço da insurgência
O governo de Moçambique informou que os insurgentes provavelmente vieram da província de Cabo Delgado, onde há uma insurgência armada desde 2017. A avaliação é que o grupo tenha procurado mantimentos para reforçar sua base logística.
A violência também alcançou outras áreas do norte do país. Dados da ONU apontam 1.401 deslocados em agosto e aumento de 10% nos incidentes do conflito no primeiro semestre de 2026.
Carlos Queiroz treinou o Real Madrid entre 2003 e 2004. Aos 73 anos, ele também comandou as seleções de Portugal, Colômbia, Egito e Irã, além da equipe de Gana na Copa do Mundo de 2026.








