Rio de Janeiro, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
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Bebê foi resgatado após ficar trancado em apartamento, diz denúncia do MPPR
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Bebê foi resgatado após ficar trancado em apartamento, diz denúncia do MPPR

João Vitor Domingues Romeiro foi denunciado por feminicídio da médica Gassi Paola de Souza Mazia e abandono do filho do casal.

O filho de João Vitor Domingues Romeiro e da médica Gassi Paola de Souza Mazia ficou trancado sozinho no apartamento após o assassinato da mãe, segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). O bebê foi encontrado depois que um tio materno arrombou a porta ao ouvir o choro contínuo da criança.

A 23ª Promotoria de Justiça de Maringá denunciou Romeiro neste domingo, 27 de setembro. O advogado, de 25 anos, responde por feminicídio da ex-companheira, de 37 anos, e abandono de incapaz. Ele foi preso no mesmo dia do crime e permanece na Cadeia Pública de Maringá.

A acusação afirma que, depois de matar Gassi, Romeiro tomou banho, trocou de roupa, pegou a chave do carro da vítima e deixou o imóvel. Antes, teria trancado a porta de entrada, mantendo o bebê de oito meses sozinho no local. A criança ficou exposta a risco para a vida e a saúde até o resgate.

Acusação de feminicídio

O crime teria ocorrido em 5 de setembro de 2026, no apartamento da médica, no Bairro Zona 02, em Maringá. O intervalo considerado na denúncia vai de 14h33min a 20h19min, com maior probabilidade por volta das 20 horas.

O MPPR atribui ao feminicídio as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia aponta que o ataque ocorreu em ambiente residencial fechado, com uso de uma faca. Também registra 14 feridas pérfuro-cortantes no corpo da vítima, associadas à asfixia mecânica por esganadura.

Para a Promotoria, a motivação estaria ligada a um sentimento de posse e à não aceitação do fim do relacionamento. A acusação afirma ainda que o bebê estava no mesmo recinto durante o crime e que o caso ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar.

O abandono de incapaz é apontado como agravado por ter sido praticado por ascendente, já que Romeiro é o pai da criança. A denúncia descreve o bebê como pessoa sob autoridade, guarda e cuidado do acusado, sem condições de prover a própria subsistência ou se proteger dos riscos do abandono.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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