PARANÁ — As bebidas alcoólicas ganharam espaço nas compras para consumo dentro de casa no Paraná entre 2008 e 2017-2018. Nesse intervalo, a aquisição anual de bebidas alcoólicas passou de 8,6 quilos para 11 quilos por pessoa, uma alta de 28%.
A cerveja puxou esse movimento. O volume adquirido por cada paranaense subiu de 7,3 litros para 9,7 litros por ano, crescimento de 33,9%. A água mineral teve avanço ainda maior: passou de 5,9 quilos para 10,1 quilos, variação de +70,8%.
Os dados são da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A edição mais recente disponível é de 2017-2018 e considera somente aquisições destinadas ao consumo no domicílio. Compras feitas para beber fora de casa não entram na estatística. Na publicação, o instituto usa quilogramas como unidade da aquisição alimentar domiciliar.
Mesmo com o crescimento de alguns itens, o total adquirido em bebidas e infusões caiu 4,8% em dez anos: foi de 50,6 quilos per capita por ano para 48,2. Os refrigerantes recuaram de 24,2 quilos para 16,1, queda de 33,4%. Entre eles, as reduções foram maiores nos sabores cola, com -39,3%, e limão, com -44,8%.
Na comparação mais recente, a água mineral lidera as aquisições domiciliares, com 10,1 quilos por pessoa ao ano. O volume equivale a 20,98% dos 48,15 quilos de bebidas e infusões adquiridos, em média, por cada pessoa. O item inclui água engarrafada, em copos ou galões.
A cerveja aparece depois, com 9,7 quilos, seguida pelo refrigerante de cola, com 9,5 quilos per capita, e pelo refrigerante de guaraná, com 4,2 quilos. O café soma 3 quilos por pessoa ao ano. Como é vendido principalmente moído, cada quilo pode render cerca de 10 litros da bebida pronta, conforme a proporção e o método de preparo.
Enquanto isso, as bebidas energéticas subiram de 0,12 quilos para 0,28 quilos por pessoa, alta de 139,3%. O suco de fruta envasado também mais que dobrou, passando de 1,16 quilo para 2,5 quilos, crescimento de 115,3%.
Entre 2024 e 2025, mais de 103 mil famílias foram entrevistadas em todo o país para a nova edição da pesquisa, que ainda não foi publicada.








